sexta-feira, 28 de setembro de 2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Partido Comunista da Índia (Maoísta) rechaça acordos de paz
Enquanto as FARC seguem com o seu revisionismo vacilante, o Partido Comunista da Índia (Maoísta) segue firme desenvolvendo a guerra popular.
O presente artigo foi postado ontem no blog espanhol Odio de Clase informando sobre o rechaço dos acordos de paz oferecidos pelo governo fascista indiano:
O Governo indiano, através de seu ministro Jagadish Shettar, ofereceu ao Partido Comunista da India (Maoísta) uma suposta iniciativa de paz, consistente em obter conversações encaminhadas a integrá-los na sociedade indiana.
A tal "oferta de paz" foi acompanhada por uma trégua de 6 dias nas operações policiais contra a guerrilha maoísta, entre 18 a 23 de setembro.
Embora o Governo tenha afirmado que alguns líderes maoístas estavam dispostos a se render, nenhum líder maoísta respondeu a oferta de rendição.
O cessar-fogo pode ter ajudado os maoístas se reagruparem e passarem para território mais seguro em áreas de maior pressão policial. "Na semana em que a operação for interrompida, podem ter tido reuniões na floresta sobre seu futuro. O cessar-fogo tem os ajudado a se movimentarem livremente e a se reorganizarem", disse um oficial.
Informação extraída de:
http://signalfire.org/?p=21088
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
20 anos do discurso do cárcere!
![]() |
" Ao homem, tudo lhe podem tirar, menos isto ". (referia-se ao PENSAMENTO, com o dedo apontado para a sua cabeça). |
Ha exatos vinte anos, o Dr. Abimael Guzmán Reynoso
(presidente Gonzalo), chefe máximo da revolução proletária no Peru fez o seu
último discurso perante a imprensa burguesa nacional e internacional. Ainda que
atrás das grades e cercado por soldados fortemente armados (cenário armado
pelos comparsas do regime fascista de Fujimori, como pretexto para humilhar e
demonizar o líder máximo do Partido Comunista do Peru), porém, nesse seu último
discurso, o presidente Gonzalo mostrou firmeza ideológica, e orientou as massas
revolucionárias para que continuassem a guerra popular no Peru.
“Nós estamos aqui como filhos do povo e estamos combatendo nestas trincheiras, que são também trincheiras de combate e o fazemos porque somos comunistas! Porque nós defendemos aqui os interesses do povo, os princípios do Partido, a Guerra Popular, isso é o que fazemos, o estamos fazendo e seguiremos fazendo!... Hoje em dia a realidade é uma, os mesmos contendentes da Iª e IIª Guerra Mundiais, estão gerando, estão preparando a IIIª nova guerra mundial. Isso devemos de saber e nós como filhos de um país oprimido somos parte do butim. Não podemos consentir! Já basta de exploração imperialista! Debemos acabar com eles!”
“Nós estamos aqui como filhos do povo e estamos combatendo nestas trincheiras, que são também trincheiras de combate e o fazemos porque somos comunistas! Porque nós defendemos aqui os interesses do povo, os princípios do Partido, a Guerra Popular, isso é o que fazemos, o estamos fazendo e seguiremos fazendo!... Hoje em dia a realidade é uma, os mesmos contendentes da Iª e IIª Guerra Mundiais, estão gerando, estão preparando a IIIª nova guerra mundial. Isso devemos de saber e nós como filhos de um país oprimido somos parte do butim. Não podemos consentir! Já basta de exploração imperialista! Debemos acabar com eles!”
(Trecho do discurso proferido em 24
de setembro de 1992)
![]() |
Presidente Gonzalo durante o Discurso do Cárcere, 24 de setembro de 1992. |
Mesmo tendo matado muitos comunistas (alguns sem chances de
defesa como ocorreu nas prisões de Callao, Luringancho e Frontón em 1986), as
forças fascistas sob a batuta dos oligarcas tentaram golpear a direção do PCP,
e com certeza, a prisão do presidente Gonzalo foi um duro golpe, porém, a
firmeza ideológica tanto por parte da liderança encarcerada (principalmente
depois do majestoso discurso do cárcere proferido em 24 de setembro de 1992)
como por parte dos quadros, conseguiu manter vivas as chamas da guerra popular
no Peru, a vanguarda de todas as revoluções proletárias da atualidade.
No ano seguinte ao da prisão de Abimael Guzmán, apareceram
supostas “cartas de paz”, que segundo o governo fascista peruano, foram
escritas pelo próprio Abimael Guzmán, esse suposto acordo de paz serviu de base
para o aparecimento de uma linha oportunista de direita dentro do partido
(LOD), que visava a capitulação e a reconciliação, os renegados criaram sua
própria organização (MOVADEF), que na verdade serve apenas como força auxiliar
da corja reacionária. Nos últimos tempos, essa linha oportunista continuou a
ter voz dentro do partido através do comandante José Artemio, que acabou
capturado no começo deste ano.
As ditas “cartas de paz” na verdade era uma fraude. Porém, a
fraude só ficou mais clara em 2008, quando o ex-agente do Serviço de
Inteligência Nacional do Peru, Rafael Merino Bartet confirmou que foi ele mesmo
quem criou as “cartas de paz”.
O uso das “cartas de paz” é mais uma das ferramentas
utilizadas pelo imperialismo como meio de “domesticar” os maoístas, como
fizeram no Nepal há seis anos e como ainda tentam fazer no Peru e na Índia.
É claro que outras formas de ataque à figura de Abimael
Guzmán e seus aportes também se manifestaram tanto dentro como fora do partido,
tendo eco entre os nossos “muy amigos” intelectualóides burgueses e na própria
mídia burguesa, que sempre lançam bombas de pura desinformação através do
jornal, rádio, TV, internet...
Os mesmos ataques que Kruschov, Deng Xiaoping , Enver Hoxha
e seus capagangas dirigiram a Stalin e a Mao Tsé Tung, atualmente também recaem
sobre a figura do mestre Abimael Guzmán.
O acusam de terrorismo, culto à personalidade,
totalitarismo, enfim, os ataques partem desde elementos da extrema-direita até
aos comunistas de palavra. A burguesia o ataca por lutar ha séculos contra o
proletariado e sua chefatura revolucionária, já os tais “comunistas” o atacam
por geralmente desconhecerem a sua contribuição à frente do PCP além é claro de
acabarem como alvo fácil da propaganda difamatória da grande mídia.
Foi graças ao trabalho do presidente Gonzalo na liderança do
Partido Comunista do Peru, que o maoísmo finalmente foi reconhecido como
terceira e superior etapa do marxismo, contribuição de enorme importância, que
serviu de luz à vários partidos e organizações comunistas pelo mundo, assim
também vale destacar que foi o PCP o primeiro partido comunista a iniciar uma
guerra popular sob a luz do maoísmo (em abril de 1980) após a morte de Mao,
justamente em uma época um tanto quanto turbulenta, já que o
social-imperialismo chinês passou a renegar os aportes de Mao, retirou o seu
apoio a partidos comunistas em revolução (como aconteceu na Malásia, Tailândia,
Camboja, e Myanmar) ou iludiu-os a iniciarem o processo de capitulação. Por
outro lado, o marxismo-leninismo de Enver Hoxha havia se convertido em um
dogmato-sectarismo incrível, ao ponto de voltar seu ataque contra Mao Tsé Tung,
assim, o revisionismo albanês também acabou reunindo em torno de si outras
organizações comunistas combatentes (Partido Bandera Roja-Venezuela,
PCML-Colômbia, Partido Comunista do Brasil...).
Como diz um velho ditado: “os verdadeiros amigos aparecem
nas piores horas”, foi assim que se sucedeu em relação à defesa do então
“pensamento Mao Tsé Tung”, que atualmente graças a Abimael Guzmán é
marxismo-leninismo-maoísmo.
Indo contra a maré oportunista e capituladora, o presidente
Gonzalo também ensinou sobre o atual momento, ou melhor, estamos no momento da
ofensiva estratégica da revolução proletária mundial. Isso faz total sentido
quando entendemos que nunca houve um começo de século tão abalado por lutas
populares como no presente momento, ao mesmo tempo em que organizações maoístas
se desenvolvem ou preparam-se para a guerra popular, e as guerras populares já
desferidas seguem avançando.
![]() |
Desde o Brasil apoiamos a guerra popular no Peru e defendemos a figura importantíssima do camarada Abimael Guzmán! |
Mesmo estando encarcerado há 20 anos, mesmo que seu último
pronunciamento tenha sido feito em 1992, e mesmo que a sua última aparição
tenha sido em 2006, sua postura de revolucionário e suas contribuições para a
revolução proletária mundial servem como fonte de inspiração aos comunistas
revolucionários de todo o mundo, pois como ele mesmo disse no momento de sua
prisão:
“Ao homem, tudo lhe podem tirar,
menos isto” (o pensamento).
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Ação anticomunista no Irã
Assim como os atuais grupos muçulmanos financiados pelo
imperialismo que lutam contra o atual governo da Síria, os “xiitas” da
revolução de iraniana de 1979 também foram da mesma classe que estes grupos
reacionários da atualidade.
A falta de uma postura correta entre os comunistas iranianos
da época abriu passagem para os mesmos muçulmanos que derrubaram o governo
progressista de Mossadegh em 1954 pudessem tomar o controle total do país em
meio a luta contra o shah Pahlevi nos anos 70.
Como se sabe, a religião no poder resulta em atos da mais
pura truculência, e isso não foi diferente quando os fundamentalistas tomaram o
poder total no Irã de 1979.
As primeiras medidas do recém-estabelecido governo islâmico
pesaram contra as organizações progressistas, organizações feministas foram
fechadas, assim como vários sindicatos e associações de trabalhadores,
movimentos estudantis e comitês do Partido Comunista acabaram desmantelados, e
seus membros ou acabaram presos ou foram assassinados pelo governo fascista
islâmico.
Sob estas condições, não demorou muito para que a então
União dos Comunistas Iranianos (fundada em 1976 e atualmente Partido Comunista
do Irã que se diz maoísta mas prega o revisionismo pós-maoísta do norte-americano
Bob Avakian) pegassem em armas na luta contra o regime teocrático fascista. A
luta começou em 1982 nas florestas de Amol, região norte do Irã, porém, a forte
repressão fez com que os camaradas só voltassem a lutar contra o governo
teocrático em 1984, passando a operar na região do Curdistão.
![]() |
Insurgentes de 1982. |
Ainda que que a República Islâmica do Irã chame Estados
Unidos e Inglaterra de “grande e pequeno satã”, respectivamente, o próprio
governo iraniano além de manter seu sistema de opressão aos grupos
progressistas também oprime o povo do Curdistão (atualmente o povo curdo é
formado por mais de 30 milhões de pessoas que vivem na região do Curdistão,
localizada entre o Irã, Iraque, Síria, Turquia e Armênia), porém a rebeldia do
povo curdo não pode ser detida, devido a guerra popular de independência movida
pelo Partido do Trabalho do Curdistão (PKK) em aliança com o Partido Maoísta da
Turquia (antigo TKP-ML) e outros grupos menores.
![]() |
Guerrilheiras do PKK |
![]() |
Guerrilheiros do TIKKO, braço armado do Partido Comunsita da Turquia (Marxista-Leninista) |
Como se sabe, a luta antiimperialista assim como qualquer
outra luta concreta não se manifestam em meras palavras afáveis, carregadas de
idealismo e demagogia, porém, deve-se manifestar em atos, coisa que o governo
iraniano não tem feito, e pelo contrário, tem se aliado com governo turco na
luta contra a independência do povo curdo, tem oprimido movimentos
progressistas, além da cruel repressão aos direitos das mulheres.
ABAIXO AO
FUNDAMENTALISMO! VIVA O MAOÍSMO!
VIVA A GUERRA POPULAR
NA TURQUIA E A LUTA DO POVO CURDO!
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Os tigres de papel
“Todos os
reacionários são tigres de papel. Na aparência, os reacionários são terríveis,
mas na realidade não são assim tão poderosos. Vendo a longo prazo, não são os
reacionários mas sim o povo quem é realmente poderoso”
Mao Tsé Tung, 1946.
Mao Tsé Tung, 1946.
É desse jeito que o imperialismo deve ser visto. É claro que
deve-se levar em consideração a sua capacidade bélica, porém, ainda assim, são
tigres de papel, pois como a história já provou, nenhuma força imperialista é
capaz de deter as massas rebeldes e bem
orientadas.
Além de não conseguir deter a justa rebelião das massas, os
imperialistas muitas vezes acabam sendo surpreendidos por seus aliados, quer
dizer, seus aliados também podem se tornar seus inimigos.
Neste 11 de setembro, a mídia relembra os 11 anos do
atentado terrorista contra as “torres gêmeas” World Trade Center, como se sabe
ocorrido em Nova Iorque em 2001, onde milhares de civis inocentes (mais de 2
mil pessoas) morreram. Enfim, "o país mais poderoso do mundo" foi atacado por muçulmanos oriundos de países onde a injustiça predomina.

A reboque das forças imperialistas estão os seus lacaios,
países menores que servem de forças auxiliares aos nefastos planos dos
imperialistas (seja imperialismo russo, norte-americano, francês, britânico ou
até mesmo o social-imperialismo chinês).
Ainda que o nosso “querido” PCdoB em suas palestras
apresente as forças de repressão com uma feição dura, invencível, ao mesmo
tempo em que pregam o pacifismo, a capitulação perante as forças de repressão
dos governos retrógrados, o que ocorre na verdade, apesar da truculência
utilizada pela polícia ou pelo exército, eles não são assim tão poderosos, aos
ponto de jamais terem conseguido liquidar as facções de narco-traficantes que
estabelecem seu poder paralelo nos bairros pobres das grandes cidades do
Brasil, além do fato de até hoje o exército brasileiro não conseguir deter a
rebeldia do povo do Haiti, apesar dos bilhões gastos anualmente com a manutenção
das forças opressoras encostadas no Haiti.
Os imperialistas e seus lacaios são “tão terríveis” ao ponto
de até hoje não terem conseguido deter as guerras populares no Peru, Filipinas,
Turquia e Índia.
Por isso camaradas, senhoras e senhores, o imperialismo não
deve ser temido, deve ser enfrentado, as potências capitalistas e seus lacaios
só poderão cair perante a ofensiva revolucionária popular, não podemos falar em
paz no mundo enquanto existirem potências e lacaios que mobilizam verdadeiras
guerras de rapina. Para deter a guerra de rapina, para derrubar os governos
sangue-sugas, a guerra popular se faz necessária.
ABAIXO AO IMPERIALISMO E AOS SEUS CAPANGAS!
VIVA A OFENSIVA DA REVOLUÇÃO PROLETÁRIA MUNDIAL!
VIVA AOS PARTIDOS COMUNISTAS SOB A LUZ DO MARXISMO-LENINISMO-MAOÍSMO!
Assinar:
Postagens (Atom)