Páginas

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Aos 118 anos do presidente Mao

Honra e glória o Grande Timoneiro Mao Tsé Tung!


Em 26 de dezembro de 1893, na aldeia de Shaoshan, localizada na província de Hunan, na China, nascia um dos maiores líderes revolucionários que a humanidade já viu: Mao Tsé Tung, presidente Mao, o Grande Timoneiro.
No comando do Partido Comunista da China que ele ajudou a fundar, guiou o povo chinês à conquista de uma de suas maiores vitórias: a vitória do proletariado na revolução de 1949, e por quase 30 anos, o proletariado chinês se viu como classe ditadora.
A vitória do exército proletário na China mostrou a grande importância da guerra popular iniciada no campo, a criação de bases de apoio e a guerra de guerrilhas elevada à guerra regular de movimentos, os próprios militares burgueses admitem que o presidente Mao foi um brilhante estrategista, assim como foi Vo Nguyen Giap, ou Ho Chi Minh. É claro que as vitórias do exército popular não teriam sido conquistadas sem o grandioso apoio das massas e o brilhantismo de marechais como Zhu De.
Presidente Mao e o comandante Zhu De
O presidente Mao também se ergueu como grande líder anti-revisionista, desmascarou o revisionismo kruschovista, e o revisionismo interno liderado pelas ratazanas de Liu Shao Qi e Deng Xiaoping. Para prevenir a restauração capitalista, foi lançada a Grande Revolução Cultural Proletária, que desenvolveu as forças produtivas da China, e adiou por 10 anos a restauração capitalista na China, nessa época, muitos partidos comunistas passaram a adotar o que na época ainda se chamava de “pensamento Mao Tse Tung”, ali, o marxismo-leninismo eleva-se a uma terceira etapa: o marxismo-leninismo-maoísmo, que atualmente é a ciência guia do proletariado.

Esse ano celebra-se mais um ano do nascimento do presidente Mao. Mas, mais que uma simples data natalícia, essa passagem é comemorada de forma merecida com várias ações levadas a cabo ao longo do ano pelos partidos comunistas irmãos, que honram a classe e a sua ciência avançada: o maoísmo.
O ano de 2011 vai chegando ao fim, ano glorioso, marcado pelas diversas ofensivas do proletariado contra a exploração.
Como fazer uma comemoração tão bonita em homenagem ao nascimento do presidente Gonzalo, Stalin ou do presidente Mao? Levando a cabo mais e mais ações contra a burguesia, através de propaganda revolucionária, e do levante de massas contra a burguesia.
O maoísmo sempre resplandecerá, e nem tortura, nem prisão poderá removê-lo do coração das pessoas.

SER COMUNISTA É SER MAOÍSTA!

DEFENDER E APLICAR O MAOÍSMO!

ABAIXO AO OPORTUNISMO, VIVA O MAOÍSMO!

VIVA A REVOLUÇÃO PROLETÁRIA MUNDIAL!

A respeito da morte de Kim Jong Il

Vários comunistas brasileiros ficaram de luto pela morte do dirigente norte-coreano Kim Jong Il.
Infelizmente, muitos pensam que Kim Jong Il foi um grande marxista, como aconteceu no site da Organização dos Guardas Vermelhos, organização maoísta da Polônia, que chamava Kim Jong Il de “socialista”, mas, a verdade é que ele foi mais um revisionista, mas, apesar disso, ele foi um histórico dirigente antiimperialista, que assim como seu pai, o falecido presidente Kim Il Sung foram alvos de calúnias por parte do imperialismo e suas marionetes (Japão, Coréia do Sul, Taiwan...).
Enfim, o mundo perdeu um grande dirigente antiimperialista, ao mesmo tempo em que também morria um dirigente revisionista, seguidor da filosofia Juche, uma contraposição ao todo-poderoso marxismo-leninismo-maoísmo.



quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

A quem interessa a destruição de Stalin?

A destruição de Stalin também interessa a estes dois.

Hoje, completam-se 133 anos do nascimento do georgiano Iossif Vassiorionovich Djugashvilli, mais conhecido como Josef Stalin, grande continuador do leninismo, importante figura do Partido Comunista da União Soviética, e atualmente considerado pelos russos como o terceiro personagem mais importante da história da Rússia.
Apesar da campanha de Putin e Medevedev para tentar reduzir a importância e esconder a verdade por trás da gloriosa figura do Timoneiro, os povos de todo o mundo se levantam em sua defesa, principalmente nos países da antiga URSS.
Isso porque Stalin nunca buscou a própria vanglorização como afirmam os grandes mentirosos a serviço da CIA. Stalin sempre buscou a vanglorização dos povos do mundo, das minorias étnicas, dos povos oprimidos pelo imperialismo, dos trabalhadores e trabalhadoras de todo o mundo, tanto é que a URSS ofereceu uma parte de seu território para que pudesse servir de lar aos judeus (que de 1935 em diante, passaram a ser perseguidos pelo louco Adolf Hitler). A URSS também foi o primeiro país no mundo a criminalizar o racismo, no ano de 1936. Além disso, Stalin comandou o Exército Vermelho, que além de ter detido o avanço do imperialismo fascista, libertou várias nações do jugo fascista durante a contra-ofensiva, deu apoio à Albânia quando este país quase foi invadido pelos reacionários da Iugoslávia titoísta, e também deu auxílio aos camaradas norte-coreanos, quando estes se viram agredidos por bandidos mercenários a serviço do imperialismo yankee (Coréia do Sul). Esses são só alguns poucos fatos dos diversos que dá para citar a respeito do auxílio dado pela URSS aos povos do mundo durante a gestão de Stalin.
Se não fosse o bravo Exército Vermelho sob o comando de Stalin, talvez a essa hora muitos povos estariam servindo de escravos até hoje ao “Reich de mil anos” idealizado por Adolf Hitler, que era inimigo ferrenho do comunismo, de Marx, Engels, Lênin e de Stalin. Portanto, se hoje somos povos livres do jugo nazista, agradeça a Stalin e Exército Vermelho!!!
Hitler queria destruir Stalin, o bolchevismo e a URSS, algo muito parecido com os objetivos de renegados como Leon Trotski, Bukharin, Zinoviev, Kruschov...
O interesse em destruir “o primeiro baluarte dos povos” e Stalin é algo que interessa aos trotskistas, aos imperialistas, e aos nazistas, que nunca esconderam seus pontos em comum e chegaram auxiliarem-se mutuamente em diversas épocas contra Stalin e contra a União Soviética.

Chamar Stalin de “reacionário” e “genocida” é o mesmo que escrever na própria testa: “sou um puxa-saco do nazismo”, quanto mais nos distanciarmos de Stalin, mais próximos ficamos de Hitler, já que a destruição de Stalin servia ao plano de dominação dos povos por parte dos nazistas, e atualmente serve aos planos nefastos do imperialismo.
Os comunistas, defensores do verdadeiro Stalin, são bravos combatentes, resistem e aniquilam as idéias lançadas em uma verdadeira guerra psicológica contra a libertação do proletariado.
O que aconteceu com os países comandados por partidos que negaram a Stalin? Ou entraram em colapso, ou caíram no reformismo, que inevitavelmente os conduzirá até a derrocada!
Em 1956, durante o XXº Congresso do PCUS, Nikita Kruschov em seu mentiroso “informe secreto” desferiu o maior festival de calúnias contra a gestão de Stalin, negando-o como dirigente, como brilhante comandante do exército vermelho e como continuador do leninismo. Kruschov só teve êxito, pois durante este congresso, demitiu 70% do pessoal eleito no congresso anterior, realizado em 1952, época em que Stalin ainda era bem vivo. O XXº congresso chegou a ser parabenizado inclusive pelos renegados da IVª Internacional.
Essa “desestalinização” serviu para abrir as portas para a degeneração dos países irmãos da URSS. Ex-traidores do proletariado que haviam sido presos nos anos 40 foram restituídos aos seus antigos cargos depois de 1956, e o que aconteceu? Na Polônia, com a restituição do contra-revolucionário Gomulka, o país foi conduzido à degeneração completa, levando à crise econômica e preparando terreno para o agente da CIA Lech Walesa. Na Hungria, ocorreu um levante contra-revolucionário, o camarada Rakosi foi demitido, o brasão socialista da bandeira húngara e a estátua de Stalin foram removidos, e outro ex-traidor, Imre Nagy foi restituído, a maior estátua de Stalin já construída no mundo ficava na Tchecoslováquia, mas, acabou demolida em 1960.
A quem interessou a negação de Stalin como continuador do leninismo? Aos imperialistas, é lógico, pois, eles não querem que a ciência do proletariado seja elevada a novas etapas, não querem que a teoria marxista-leninista seja continuada, pois assim, podem continuar a subjugar os povos de todo o mundo, e muita agente acreditou nessa artimanha, principalmente os intelectuais pequeno-burgueses.
Ônibus circular de Moscou, 2010.
Atualmente acontece o mesmo e de modo mais acentuado, além de haver gente que nega a Stalin, há pessoas que negam ao presidente Mao, e ao maoísmo como terceira etapa do marxismo, acabam trabalhando em favor dos interesses do inimigo, mesmo que por engano. Lutar, voltar a lutar até conquistar o poder, assim devemos fazer, tanto na guerra psicológica lançada pelos inimigos dos trabalhadores como no combate armado!!!





VIVA A STALIN, GRANDE TIMONEIRO E PAI DOS POVOS!!!

VIVA O MARXISMO-LENINISMO-MAOÍSMO!!!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Declaração do Partido Maoísta Russo sobre as eleições para a Duma na Rússia



A mídia burguesa vem fazendo grande alarde a respeito das eleições da duma, a polêmica envolvendo Putin e suas ratazanas desencadearam grande onda de protesto na Rússia. A verdade é o que acontece por lá é consequência do circo eleitoreiro apoiado pela máfia e pela burguesia russa.
Esse é o artigo publicado na página principal do Partido Maoísta da Rússia:

A solução do P.M.R. para as eleições para a Duma em 2011

    Nas eleições para a Duma de 2011 o Partido Maoísta Russo convoca para não votarem mais para os partidos reacionários:

        "Rússia Unida" - o maior partido da burguesia e da burocracia é responsável pela política pública dos últimos oito anos (reformas anti-socialistas e antidemocráticas, a política externa agressiva, ufanismo);

        Partido Democrático Liberal - é, na verdade neofascista no projeto;

        "Justa Causa" - falam francamente ao lado dos capitalistas contra o proletariado e o povo.

    Alguns partidos tentam sair com posições social-democratas, mas o PGR não se sente capaz de apoiá-los, porque eles são desacreditados em algumas questões de fundamental importância.

        Partido Comunista - uma vergonha para a marca do conservadorismo comunista inclusive, no nível da liderança tem uma propaganda desenfreada da guerra de raças, quando é necessária solidariedade proletária internacional;

        "Rússia Justa" - realiza com a posição retrógrado na esfera sexual, o vínculo com o pessoal da igreja deu conta antifeminista nascimento sobre o aborto;

        "Apple" - levanta um raivoso anticomunismo nos princípios do seu programa, envolvendo restrições diretas sobre a liberdade de propaganda comunista através da repressão.

    O restante do grupo "patriotas da Rússia", segundo o P.M.R., não expressa uma entidade política e não pode ser considerada como uma força política coerente e séria.

    O PGR acredita que estas eleições não desempenham um papel importante na política russa, e encoraja as massas a não confiar neles ou qualquer eleição ulterior, para lutar pela democracia e pelo socialismo, e construir um movimento revolucionário do proletariado.

SITE DO PARTIDO MAOÍSTA DA RÚSSIA: http://rmp.maoism.ru/english/index.htm

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Aos mártires de 1976


A esperança do povo do Brasil (aos mártires de 1976)

Poster de solidariedade do Partdido Comunista de Portugal aos nossos camaradas do PC do Brasil.

Essa é uma singela, mas merecida homenagem aos camaradas do Partido Comunista do Brasil que foram covardemente assassinados pelas tropas da ditadura fascista.
Passaram-se 35 anos, mas estes camaradas (Ângelo Arroyo, Pedro Pomar e João Drummond) principalmente o camarada Pedro Pomar, jamais foram esquecidos pelos comunistas brasileiros.
Em 16 de dezembro de 1976, em uma casa na rua Pio XI, 767 realizava-se uma reunião do Partido Comunista do Brasil, onde estava reunido o comitê central, e durante uma incursão do exército a aquela residência, os camaradas Pedro Pomar e Ângelo Arroyo foram covardemente assassinados, na época a mídia fascista falou em “troca de tiros” entre o pessoal do exército e os membros do PC, mas, segundo o relato dos vizinhos, o que se viu foi uma fuzilaria por parte dos militares fascistas. João Drummond foi preso pelo DOI/CODI e assassinado sob tortura na madrugada. Isto é o que aconteceu em dezembro de 1976.

Reacionários alteraram provas, para poderem alegar que houve "troca de tiros".
O presidente Mao disse à delegação do PC do Brasil em 1963: “Vocês, são a esperança do povo do Brasil”.

Quando um camarada desses é sepultado, não é apenas um cadáver a sete palmos de fundura, mas, “é uma semente da seara vermelha da revolução”.
Estes camaradas jamais serão esquecidos por darem a vida ao Partido Comunista, e “outros Pedro Pomar” haverão de surgir, não apenas para darem à vida ao partido e à revolução, mas para conquistarem grandes êxitos revolucioários, e libertarem o nosso povo da opressão burguesa!
Pois somos legado vivo de Pedro Pomar e reconstituiremos o Partido Comunista do Brasil!!!

ABAIXO AO OPORTUNISMO, VIVA O MAOÍSMO!

PELA RECONSTITUIÇÃO DO PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Esmagar os revolucionários de boca!

Eis o braço político de vários pseudo-revolucionários, faltou colocar o PCR.

Existe uma velha estória chinesa que conta que há muito tempo atrás, havia um nobre que adorava a figura dos dragões, ele tinha estátua e pintura de dragões, sua túnica era toda com desenhos de dragão, então, um dragão sabendo disso, resolveu fazer uma visita a este provável adorador de dragões, e quando o dragão chegou no palácio, o nobre ficou sem reação, e acabou ficando louco, em questão de segundos, o homem que adorava os dragões deixou de adorar quando viu um de perto.
E por acaso não são assim os pseudo-revolucionários? Fazem odes aos grandes líderes revolucionários, como Lênin, e Stalin, mas quando fala em revolução, aqui (no Brasil) e agora, esses “leninistas” viram frangos e só conseguem “disparar a arma” do derrotismo.
Utilizam todo o tipo de argumento enferrujado para negar a revolução proletária como ÚNICO processo capaz de arrebentar as correntes que prendem o proletariado.
O socialismo se constrói apenas com a revolução proletária!
Falam em “revolução pacífica” através do cretinismo parlamentar, taxam os defensores da luta armada como “extrema-esquerda”. Não passam de burgueses, que preferem o conforto e a paz de seus lares, do que a luta árdua pelos interesses das massas oprimidas. Por quê? Porque temem pelas suas vidinhas, não são defensores da classe, defendem apenas o próprio interesse, não estão dispostos a dar a vida pelo Partido e pela revolução, cumprem um papel importante na guerra psicológica encabeçada pelos reacionários, pois pregam o fim da luta de classes contra a opressão burguesa, e no final das contas estes “esquerdistas” tornam-se direitistas a serviço do imperialismo.
Muitas vezes os derrotistas podem estar inseridos dentro das organizações revolucionárias como a própria história mostrou com os casos de Kruschev, Deng Xiaoping, Prachanda.
E outras vezes, os próprios movimentos revolucionários passam a ser movimentos derrotistas, quando assumem teses revisionistas e buscam acordos com o governo como o EZLN, FARC, e ELN...
Mas a solução é a mesma: esmagá-los, bombardear o QG da burguesia!
Então, quem são os revolucionários? Os revolucionários são todos aqueles que servem ao proletariado, os revolucionários são os que amam mais as massas oprimidas do que a si mesmos, são que estão dispostos ao sacrifício, servindo no grande Exército Libertação Popular, derrubando o imperialismo, a ditadura burguesa, e instaurando a ditadura do proletariado, que nos guiará finalmente até o comunismo!


ESMAGAR OS REVOLUCIONÁRIOS DE BOCA!!!

BOMBARDEAR O QUARTEL GENERAL DA BURGUESIA!!!

GUERRA POPULAR ATÉ O COMUNISMO!!!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

VIVA O DIA DO EXÉRCITO POPULAR DE LIBERTAÇÃO! O PRESIDENTE GONZALO É A GUERRA POPULAR!



Neste novo aniversario natalício do Presidente Gonzalo e da fundação do Exército Popular de Libertação, o Movimento Popular Peru expressa una vez mais sua saudação e sujeição a nossa Chefatura o Presidente Gonzalo, Chefe do Partido e da revolução, o maior marxista-leninista-maoísta sobre a face da terra, centro de unificação partidária e garantia de triunfo até o comunismo. Assim, expressamos nosso cumprimento ao Exército Popular de Libertação, o exército de nosso povo que está levando a cabo nossa guerra popular dirigida pelo Partido, reafirmando que o Partido manda no fuzil, e nunca vamos permitir que o fuzil mande no Partido.

É precisamente com estes princípios, com a aplicação do maoísmo a nossa revolução, o todo-poderoso pensamento Gonzalo, que nossa guerra popular conquistou todos seus triunfos, que estabeleceu o Novo Poder que segue brilhando no nosso país. Por isso, nosso Exército Popular de Libertação não é um exército de heróis pequeno-burgueses, que fazem ações espetaculares para brilhar como indivíduos ou para ganhar a admiração dos intelectualóides e revisionistas no mundo. Não é um exército foquista, separado das massas, não é um exército adaptado aos sonhos de uma guerra romântica, levado a cabo por um grupo de “super-homens” para libertar as “massas coitadinhas”. Nosso Exército Popular de Libertação é exército das massas, com o qual as massas, principalmente o campesinato pobre, libertam a si mesmos sob a direção do proletariado através de seu Partido Comunista militarizado. Não é um exército militarista, senão um exército com a política no comando, levando a cabo ações armadas contundentes, não para conseguir acordos ou pressionar o velho Estado reacionário, senão para destruir as forças inimigas, destruir o velho Estado e construir o Novo Estado até a conquista do Poder em todo o país, assim culminando a revolução democrática e sem nenhum intermédio continuá-la como revolução socialista, estabelecendo a ditadura do proletariado, e com sucessivas revoluções culturais continuar a marcha até nossa meta final: o sempre dourado Comunismo.

Hoje, o Partido segue desenvolvendo a guerra popular afastando as linhas contrárias a revolução, a Linha Oportunista de Direita e a Linha Oportunista de Esquerda, desenvolvendo, defendendo e aplicando os princípios do marxismo-leninismo-maoísmo, pensamento Gonzalo, principalmente o pensamento Gonzalo. Rechaçamos, condenamos, afastamos e marcamos a fogo estes miseráveis, que são parte e servem diretamente aos planos do imperialismo e da reação; o plano de acordos de paz, o plano de aniquilar a direção e isolar a guerrilha das massas – e que por isso atacam a nossa Chefatura o Presidente Gonzalo, pelo que ele representa. Sabem que o Presidente Gonzalo, no Peru e no Mundo, representa Guerra Popular até o Comunismo, representa o princípio de jamais arriar a bandeira até Comunismo. Entretanto a reação combinou com a Linha Oportunista de Direita a tarefa reacionária de difundir a patranha dos “acordos de paz”, o papel da Linha Oportunista de Esquerda é o do revisionismo armado, de militaristas, de um chamado exército revolucionário que fazem ações armadas para conseguir acordos com a reação e postos dentro do velho sistema de exploração e opressão – como os Sandinistas da Nicarágua e outros lugares, e os revisionistas chamados “maoístas”, do Nepal. É por isso que tentam rechaçar o Presidente Gonzalo e seu pensamento e acusá-lo de “terrorista”; porque sabem que com a linha vermelha do Presidente Gonzalo entronizada na mente e coração das massas, estes autodenominados heróis não podem conseguir seus objetivos pessoais. Assim também servem, junto com todos os indivíduos e grupelhos no Peru e no estrangeiro que se apresentam como apoiadores de nossa guerra popular e a revolução mundial, mas que na realidade só servem a seus próprios interesses, em difundir a patranha reacionária de que o PCP está “dividido” ou foi “derrotado”. Esta guerra psicológica não é nada nova; os imperialistas e reacionários sempre a aplicaram em suas guerras, e sabem bem que os renegados e traidores que aparecem em cada revolução, conscientemente ou não, têm para eles um papel muito importante nesta guerra contra-revolucionária, como agentes da burguesia dentro das fileiras da revolução.

Nos reafirmamos uma vez mais em nossa Chefatura o Presidente Gonzalo e seu todo poderoso pensamento, nosso Partido, seu Comitê Central e todo seu sistema de direção partidária. O Partido que hoje segue dirigindo a guerra popular poderosamente, aplicando o estabelecido por nosso I Congresso, o III Pleno e o magistral Discurso do Presidente Gonzalo, unindo a guerra popular com as lutas heróicas de nosso povo por suas reivindicações. Saudamos ao proletariado e o povo peruano, que nunca vai se deixar enganar pelas patranhas da reação, nem por alguns indivíduos ou grupelhos que servem a estes planos, nem por alguns intelectualóides ou autodenominados “vermelhos puros” que acreditam saber mais sobre guerra popular que os militantes, combatentes e massas que vivem esta guerra cada dia.

¡VIVA O PRESIDENTE GONZALO E SEU TODO PODEROSO PENSAMENTO!
¡VIVA O EXÉRCITO POPULAR DE LIBERTACÃO!
¡CONDENAR E AFASTAR A LOD E A LOE!
¡ABAIXO AO PLANO IMPERIALISTA DE “ACORDOS DE PAZ”!
¡GUERRA POPULAR ATÉ O COMUNISMO!

Movimento Popular Peru, Dezembro de 2011.

sábado, 26 de novembro de 2011

Aos 67 anos da libertação da Albânia



Introdução

Apesar das críticas feitas por Hoxha a respeito do maoísmo, e mesmo estando errado em todas elas, e algo inegável os êxitos do proletariado albanês após a libertação em 28 de novembro de 1944.
A Albânia foi um dos primeiros países a se erguer contra o revisionismo de Tito, e o social-imperialismo soviético encabeçado por Kruschov e seus capangas.
Por quase trinta anos a Albânia teve boas relações com a China maoísta, mas, após a tomada do poder pelos revisionistas, Hoxha passou a criticá-los, mas, junto vinham críticas absurdas contra o maoísmo, ponto negativo em Enver Hoxha.
Partisans albaneses

Luta contra o social-imperialismo iugoslavo

Após a 2ª guerra mundial, ergueram-se vários países de democracia popular na Europa, vamos tratar aqui de Iugoslávia e da Albânia.
Hoxha nos anos 40
A Albânia e a Iugoslávia se libertaram do jugo fascista em 1944 e passaram a reconstrução da economia sob as bases marxistas. Infelizmente a Iugoslávia passou para o caminho do revisionismo contemporâneo (titoísmo), e todos os países socialistas condenaram o revisionismo iugoslavo em 1947. Foi a partir daí que os revisionistas iugoslavos, encabeçados pelo marechal Josip Broz Tito passaram a mostrar a sua verdadeira face, face podre.
De 100 mil a 200 mil membros do partido comunista na Iugoslávia foram expulsos, presos e até mortos por terem se colocado a favor da decisão unânime dos camaradas de outros países em condenar o revisionismo de Tito.
O desejo destes reformistas tinha alguma semelhança com o fascismo, pois, queriam anexar a Albânia e a Bulgária¹ ao território iugoslavo. Uma das estratégias usadas pelos iugoslavos em 1947 foi a de impor um embargo econômico à Albânia, como o embargo não deu certo graças à ajuda de Stalin, a Iugoslávia apelou para uma tentativa de invasão militar, teria dado certo, mas, mais uma vez o timoneiro Josef Stalin não tivesse mandado tropas soviéticas para proteger a Albânia, a pedido do próprio Partido do Trabalho da Albânia.
As relações diplomáticas entre Albânia e Iugoslávia foram finalmente rompidas em 1950, e só voltariam a ser reatadas nos anos 70. Enver Hoxha disse que jamais queria que fossem rompidas as relações entre a Albânia e Iugoslávia, e que ajudaria na restauração das relações, mas as relações partidárias continuariam rompidas enquanto a Iugoslávia não abandonasse o caminho reacionário.

Luta contra o social-imperialismo soviético

Após a morte do timoneiro Stalin e a ascensão do social-imperialismo soviético comandado por Nikita Kruschov e suas ratazanas, o povo albanês se viu novamente ameaçado, dessa vez, pela própria URSS, que havia se degenerado muito politicamente depois de 1956.
Nos anos 50, a Albânia estava em fase de reconstrução econômica e necessitava urgentemente de recursos para organizar a indústria e poder “caminhar com suas próprias pernas” (não existia indústria antes da libertação de 1944). Kruschov se recusava a fornecer empréstimos ao governo albanês, e orientava-os, bancando o especialista, para que eles se preocupassem somente em plantar frutas cítricas e chá, pois, em tudo o que necessitassem a União Soviética forneceria, dizia que o que o povo albanês consumia era igual aos ratos que roíam os estoques soviéticos. Fica bem claro que os interesses que Kruschov tinha para com o povo Albanês era o mesmo que os norte-americanos tinham com os povos de Cuba, Haiti e República Dominicana.
Ainda nos anos 50, a Albânia estava iniciando a extração de petróleo, Hoxha pediu pessoalmente empréstimo para a URSS, mas Kruschov disse que não havia necessidade, dizia que além do petróleo albanês ser ruim, os soviéticos forneceriam tudo o que o povo albanês necessitasse, contanto que investissem pesado em plantações de frutas cítricas, dizia que não precisavam plantar milho ou trigo, e nem se preocupassem em criar fábricas de vidro... Qualquer semelhança com uma tentativa de dominação social-imperialista não é mera coincidência.
Quando Kruschov veio à Albânia em 1959, ele visitou o sítio arqueológico de Butrinit, segundo as memórias de Enver Hoxha relatadas no livro “Os Kruschovistas”, Nikita Kruschov ao ver a posição privilegiada em que se encontrava o sítio arqueológico, disse assim para Malinovski, então ministro da defesa soviético que sempre em suas viagens:

“Veja que maravilha temos aqui! Dá para construí uma base ideal para nossos submarinos. Desenterremos e lancemos estas velharias ao mar (se referiam aos objetos arqueológicos de Butrinit) perfuremos essa montanha e cheguemos até o outro lado – e Ksamil indicou com a mão – teremos então a base ideal e a mais segura do Mediterrâneo. Daqui poderemos paralisar tudo e atacar tudo”.

Hoxha estremeceu ao ouvir falarem assim, como se fossem donos dos mares, países e povos.

Quando foram conhecer Vlora, Hoxha pode ouvir outra dessas conversas dignas de marechais das forças armadas do Estados Unidos:

“Maravilho, maravilhoso! Que golfo tão seguro ao pé destas montanhas! Daqui, com uma poderosa frota teremos em nossas mãos todo o Mediterrâneo, desde Bósforo até Gibraltar! Podemos colocar tudo sob nosso inteiro controle”.

Finalmente após mais dois anos de luta ideológica contra o caráter revisionista assumido pelo Partido Comunista da União Soviética, a URSS rompe relações diplomáticas com a Albânia, em fins de 1961.
Felizmente a Albânia contava ainda com uma grande aliada: a China, que infelizmente 15 anos mais tarde acabou caindo no revisionismo encabeçado por Hua Guofeng e Deng Xiaoping.

A Albânia desenvolvida

Alguns produtos industrializados fabricados na Albânia entre 1966 e 1970.

Desde os anos 40 o país vinha buscando desenvolver-se tanto na agricultura, como na indústria. O esforço do povo albanês foi finalmente recompensado, transformando o país o frágil país arrasado pelo fascismo do rei Zogu e pela 2ª Guerra Mundial numa próspera república popular democrática. Eis aqui alguns feitos conquistados pelo povo albanês sob o comando do PTA:



- Em 1970, o PTA declarou que num período de até 15 anos, haveria energia elétrica disponível em 100% do território albanês, a meta foi alcançada em 1980, transformando a Albânia num dos primeiros países da Europa a ter energia elétrica disponível em todo o território.
A capital Tirana em 1979.
-Em 1979 a UNESCO apontou a Albânia como o país com o maior número de universidades disponíveis para a população.
Poster chinês de 1968 mostra a milícia universitária albanesa.
  
-A Albânia tornou-se o maior exportador de milho na Europa.
-Mecanização da agricultura.
-Industrialização (em 1968 a indústria foi responsável por 61,5% da produção total do país).
-Entre 1971 e 1977 a produção de cromita dobrou, elevando o país ao terceiro maior produtor de cromita do mundo.
-O país tornou-se um dos maiores exportadores de petróleo na Europa.
-Em 1979 o nível de analfabetismo era semelhante ao dos Estados Unidos.
-A expectativa média de vida passou para 68 anos em 1978.

Armadas com fuzis AK-47, 1985.
Durante os tempos do fascista rei Zog I, as forças armadas da Albânia contavam com apenas cinco aviões de observação, apenas 5 mil soldados, armamentos antiquados e um escasso número de blindados da Iª Guerra mundial.
A Albânia foi um dos poucos países em que o exército de Mussolini teve êxito em invadir( além da Etiópia, e Mônaco) sem precisar do auxílio das tropas de Hitler.
Todo o aparato militar albanês, desde os fuzis até os poucos capacetes de aço eram sobras de guerra que haviam sido utilizados pelos italianos, turcos e gregos.
Mas depois da libertação, pela primeira vez, foram constituídas milícias populares, as forças armadas da Albânia possuíam aviões de combate dos dois tipos (aviões com motor à pistão e motor à jato), armas semi-automáticas (carabinas SKS, pistolas Tokarev) e fuzis automáticos (AK-47). Apesar dessa modernização, o país ainda se via dependente na fabricação de armas, algo que mudou nos anos 60.
Uma SKS de fabricação albanesa.
Em 1967 iniciou-se a produção de carabinas semi-automáticas SKS em Umgramsh. Entre 1967 e 1979 cerca de 18 mil carabinas foram produzidas.

Estes são alguns êxitos do povo albanês sob o comando do PTA e de Enver Hoxha.

Refinaria de óleo cru em Ballsh, foto de 1980.
A queda

Em 1985 Enver Hoxha falceu, aos 77 anos, e em seu lugar assume Ramiz Alia, importante figura no partido.
Em também é nessa época que a Albânia começa a entrar em crise, e nos anos seguintes a Europa acompanha a contra-revolução que se seguiu até 1992, influenciadas pelas teses burguesas de Gorbatchov.
Em fins dos anos 80, Ramiz Alia declarou que ao contrário do que vinha acontecendo nos demais países Europeus, o socialismo na Albânia não cairia, pois o povo estava unido, mas, em 1991 caiu o socialismo na Albânia sob a batuta do próprio Ramiz Alia, depois de várias reformas, que garantiram brechas para que a direita pudesse usurpar o poder.
Viva o CAPETAlismo na Albânia!!!
A nova república democrático-burguesa, organizada em 1992, tornou-se um mar de corrupção assim como em todas as outras ao redor do mundo. Com a economia detonada e o povo em situação precária, foi o suficiente para que uma onda de violência tomasse conta do país em 1997, os rebeldes, armados, exigiam punição aos corruptos e a volta do socialismo na Albânia, a rebelião só foi finalmente contida depois do envio de tropas da “super democrática e humanizada” OTAN.



A Albânia socialista para um albanês no século XXI

Certo tempo atrás, durante uma conversa na internet com um albanês que atendia pelo nome de Erlis Teufel, perguntei a ele o que ele achava de Enver Hoxha e do período socialista na Albânia, ele disse que Hoxha era uma boa pessoa, disse que naquela época o povo vivia bem, o país vivia cheio de orgulho e dignidade, mas, o sectarismo isolacionista de Enver Hoxha acabou criando problemas mais tarde.
Também perguntei a ele se Enver Hoxha era um ditador, ele me respondeu: “claro que sim, pois aquela época era a ditadura do proletariado”.
Fica aí uma lição aos camaradas: só o socialismo pode trazer dignidade às pessoas, mas, temos que estar atentos aos erros cometidos, como o sectarismo, o dogmatismo, e estar atento à elementos que possam prejudicar a consolidação do socialismo.

A Albânia socialista para um brasileiro

Ha mais ou menos um ano, fiz uma entrevista com o sr José Reinaldo Carvalho, membro do atual PCdoB, nesta entrevista ele conta um pouco da sua experiência na Albânia entre os anos 70 e 80.

“Camarada, eis minhas respostas para a entrevista. Forte abraço, Zé Reinaldo”.


1-Então, em que ano o camarada foi à Albânia? E ficaste quanto tempo lá?
 
“Fui à Albânia em fevereiro de 1979, no quadro de intercâmbios entre o Partido Comunista do Brasil e o Partido do Trabalho da Albânia. Trabalhei como jornalista na Rádio Tirana, a Voz da República Popular Socialista da Albânia, emissora oficial. Fazia de tudo: escrevia,traduzia e locutava. Foi uma rica experiência de trabalho e de vida”.
 
2- Ficaste em qual cidade? 
 
“Tirana, a capital”.

 3- Conheceu pessoalmente o camarada Enver Hoxha? 
 
“Sim, em algumas solenidades. Tive oportunidade de saúda-lo e manter breves diálogos”.

4- Qual era a opinião do povo em relação ao regime socialista, o padrão de vida era bom?

“O povo dava apoio ativo ao socialismo, ao governo, ao Partido e 

demais instituições do poder popular. Infelizmente, cometeram-se erros, o país era frágil, instalou-se nos finais dos anos 1980 uma grave crise econômica que afetou o abastecimento e a opinião do povo mudou”.

5- A Albânia era um país isolado?
 
“No quadro político da época, o país mantinha relações diplomáticas com dezenas de países. Mas, divergências políticas e ideológicas o afastaram dos países que haviam sido no início da construção do poder popular e do socialismo os seus principais aliados – a Iugoslávia, a União Soviética e a China”.


NOTA:

1- Em 1975 o PC da Bulgária denunciou que os iugoslavos estavam tentando se intrometer nos assuntos internos da Bulgária. 

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Reorganizar o Partido Comunista no Brasil!


O PC brasileiro, ou PC do Brasil foi fundado em 25 de março de 1922, reorganizado em 1962 e extinto em dezembro de 1976.
Nesse espaço de 54 anos (1922-1976), forjou-se um partido revolucionário, apesar de certos desvios ocorridos durante esse tempo.
A revolução de 1935 é um exemplo. Apesar da tentativa heróica de derrubar o governo fascista e organizar uma democracia popular, a revolução não logrou o desejado, pois não seguiu o conselho dos camaradas soviéticos, eles aconselharam à Luís Carlos Prestes que iniciasse uma revolução apoiada nos camponeses, mas Prestes revolveu traçar o próprio caminho da revolução, pois, ele acreditava que com a sua reputação e prestígio adquiridos durante os tempos da coluna Prestes (1922-1927), ele conseguiria derrubar o governo através de uma rebelião no exército, o que não deu certo, custou a vida e a liberdade de vários camaradas, e a dissolução do Partido, que só voltaria a ativa em 1943.
Durante os anos 50, o partido esteve envolvido em eleições burguesas, e parecia não dar importância ao caminho revolucionário que poderia ter seguido com uma revolução através do campo para a cidade, seguindo o exemplo da revolução chinesa.
Em 1956, ano da consolidação do revisionismo kruschovista, o “cavaleiro da esperança”, Luís Carlos Prestes, mostrou-se um “cavaleiro do oportunismo”, agente do recente social-imperialismo soviético até o fim de sua vida, mostrando-se hostil a Stalin e sempre apoiando a linha revisionista desde Kruschov até os tempos de Gorbatchov.
A luta no seio do Partido Comunista do Brasil levou à cisão entre duas facções em 1962, uma chamada Partido Comunista Brasileiro, que era apoiadora do revisionismo soviético, e outra facção, intitulada Partido Comunista do Brasil, que apoiava o anti-revisionismo na época liderado pela China.
Apesar disso, o PCdoB ainda herdou alguns desvios oportunistas, vindos desde os tempos do PCB, o que se mostrou claro nas idéias de João Amazonas anos mais tarde. No início, por incrível que pareça, o partido tentou buscar apoio com a URSS, mas esta já estava comprometida com o PCB, depois tentou com Cuba, mas Cuba também já tinha compromisso com as ligas camponesas, então, restou a China, e o PCdoB adotou o maoísmo formalmente de modo dogmático, sem compreendê-lo exatamente, pois, se tivesse havido uma compreensão clara, o partido jamais abandonaria o maoísmo, como fez em 1977. Então, a história de um partido maoísta convicto era mais invenção dos milicos, que falavam de um partido subversivo que seguia a linha “cubano-chinesa”.
Apesar do heroísmo da guerrilha do Araguaia, a guerrilha infelizmente não alcançou seus objetivos e a maioria de seus integrantes perdeu a vida, uma guerrilha que contava com mais ou menos 100 combatentes, contra 10 ou 20 mil soldados do exército reacionário.
Essa é a correta análise feita pelo camarada Pedro Pomar em 1976 a respeito da guerrilha:

“Apesar dessas constatações e da derrota sofrida, o camarada J dá como aceita a concepção que prevaleceu na luta do Araguaia. Pondera que devemos continuar trilhando-a. Sinceramente, discordo dessa opinião. Certamente, como já disse, a experiência do Araguaia tem aspectos de valor que devem ser sistematizados e aproveitados. O espírito de luta, heroísmo mesmo, o esforço para adaptar-se às condições do meio, a capacidade de resistência, precisam ser salientados e devidamente estimados; servem como exemplo. Nosso Partido sempre se orgulhará dessa luta; do sacrifício dos camaradas que lá tombaram, tentando abrir caminho para a vitória de nossa causa. Mas para determinar a validade de uma experiência isso apenas não basta. O fundamental, no caso concreto e como já ficou esclarecido em documentos relacionados com a guerra de guerrilhas, é a sobrevivência e o desenvolvimento da mesma. E isto depende antes de tudo da incorporação das massas à guerrilha, de estas fazerem sua a causa - a bandeira levantada pelos guerrilheiros. Nessa determinação devemos contar, naturalmente, com erros, com fracassos, com perdas terríveis. Em certa medida, as derrotas e os erros serão inevitáveis; mas poderemos sem dificuldades avaliar seu resultado político (e/ou sua sobrevivência) pelo nível de incorporação das massas, por seu apoio ativo à luta guerrilheira. Ora, exatamente é com essa dificuldade que nos deparamos ao tratar da experiência do Araguaia. O número de elementos de massas ganho para a guerrilha foi insignificante, principalmente se considerarmos como um êxito formidável o tempo de duração da luta armada. Mesmo assim, não se soube trabalhar com esses elementos. Também a atividade política dos núcleos da ULDP não é esclarecida. Tudo leva a crer que a guerrilha se iniciou como um corpo a corpo dos comunistas contra as tropas da ditadura militar. E assim continuou quase todo o tempo. Aí reside, a meu ver, o maior erro, o mais negativo da experiência do Araguaia. Pois a conquista política das massas não pode ser efetuada só depois da formação do grupo guerrilheiro. Tampouco este deve ser constituído única e exclusivamente, mesmo que seja apenas no princípio, de comunistas. E não se diga que a orientação contida nos documentos e resoluções do Partido não seja cristalina a respeito. Tanto pela letra, como pelo espírito, os documentos partidários essencialmente dirigidos contra as teses pequeno-burguesas e foquistas, indicam, sem margem de dúvida, que:

1 a guerra popular é uma guerra de massas;


2a guerrilha é uma forma de luta de massas;


3para iniciá-la, 'mesmo que a situação esteja madura, impõe-se que os combatentes tenham forjado sólidos vínculos com as massas';

4 a preparação 'pressupõe o trabalho político de massas';


5os três aspectos — trabalho político de massas, construção do Partido e luta armada — são inseparáveis na guerra popular;

6 o Partido, isto é, o político, é o predominante desses aspectos;


7numa palavra, o trabalho militar é tarefa de todos os comunistas e não apenas de especialistas.

A experiência contrariou frontalmente essa orientação sobre a guerra popular. Sob o fundamento de que nas atuais condições brasileiras é impossível criar a base política antes de se forjar e acionar o dispositivo militar, o braço armado do povo; alegando-se impossibilidade de ganhar elementos de massa para a guerrilha antes de deflagrar a luta armada e que, portanto, o núcleo guerrilheiro deve ser organizado de início só com comunistas, enveredou-se pelo caminho que levou aos resultados que estamos discutindo. A vida, porém, encarregou-se de mostrar que esse tipo de preparação, assim como a organização de grupos guerrilheiros só de comunistas, não permitirão sua sobrevivência nem seu desenvolvimento. Por mais conspirativa que venha a ser a preparação, o inimigo poderá descobri-la "antes da criança nascer"; por mais heroicamente que se comportem os combatentes comunistas, se estiverem isolados das massas, sem seu apoio ativo, serão batidos; e por mais eficiente que seja a direção militar, com tal concepção será derrotada. Por isso, a orientação seguida no Araguaia tem de ser modificada em suas linhas essenciais.

Ao invés de se considerar que só será viável o trabalho de preparação à base dessa concepção, o certo é primeiro realizar o trabalho político, procurar, através de uma ação planificada, cuidadosa, paciente, clandestina, e tendo em conta o movimento camponês real, criar a base de massas necessária para desencadear a luta. Afirmar que esse trabalho, no momento atual, por causa do aumento de vigilância do inimigo, não é possível, me parece falso. Seria o mesmo que concluir ser o trabalho de massas em geral, bem como a construção do Partido, sob as condições da ditadura militar-fascista, também impraticável. Mas esta conclusão ninguém a aceita entre nós, por absurda.

Julgo este ponto de vista, acusado de dogmático, o único capaz de corresponder à realidade atual e aos princípios da guerra popular, quer na concepção, quer no método".

Apesar de uma análise diferente, o camarada Ângelo Arroyo também ressaltou sobre a importância da continuação da guerra popular, infelizmente, estes dois heróis acabaram mortos durante uma fuzilaria na Lapa em dezembro de 1976, o vazio deixado, principalmente pelo camarada Pomar acabou deixando brechas para João Amazonas consolidar a sua posição reformista, e levar o Partido Comunista à atual marmita democrático-burguesa.
João Amazonas começou o processo de degeneração que levou anos, mas que conseguiu “menchevizar” o partido. Começou em 1977 com a negação da guerra popular e do maoísmo, aliando-se ao sectarismo albanês de Hoxha e Ramiz Alia. Ao final dos anos 70 e até fins dos anos 80, João Amazonas mostrou ser um excelente papagaio das palavras sectárias e dogmáticas de Enver hxoha, João Amazonas fazia críticas toscas à Mao, ao grupo dos 4 e ao fascista Deng Xiaoping, no início dos anos 90, João Amazonas passaria a ser bajulador de Deng e do revisionismo chinês.
Da negação do maoísmo, passou para a negação do hoxhaísmo quando o Partido do Trabalho da Albânia entrou em derrocada, depois passando à negação de Stalin.
O PCdoB atual não passa de um partido democrático-burguês, eleitoreiro, com um projeto de “socialismo-democrático” bem fora do modelo idealizado pelos mestres (Marx, Engels, Lênin, Stalin, Mao Tsé Tung). Um partido que reúne troskos, anarquistas, social-democratas, hoxhaístas, social-liberais... Agrada gregos e troianos, menos os comunistas. Ou seja, reúne atualmente toda a corja disposta enganar e saquear o povo, sob uma linha típica da IIª Internacional pelega.
Precisamos reorganizar o PC no Brasil, não dispomos de um partido de vanguarda, senão apenas oportunistas e entulhos pequeno-burgueses como PSOL, PCB, PPL, PSTU, PCO, PCR, PT, PCML, PT, PCdoB...
Precisamos de um partido que organize operários, camponeses, e demais setores que aspiram progresso no Brasil, um partido que seja forjado em lutas, sob o LUMINOSO CAMINHO DO MARXISMO-LENINISMO, que nos guie até vitória final num CAMINHO VERMELHO até o comunismo.

NÃO VOTAR!!! VIVA A REVOLUÇÃO!!!

ABAIXO AO CRETINISMO PARLAMENTAR!!! VIVA O MAOÍSMO!!!

GUERRA POPULAR ATÉ O COMUNISMO!!!