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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Não basta divulgar a revolução, deve-se aplicá-la (Reorganizar o Partido Comunista do Brasil)


RETOMAR A ANTIGA BANDEIRA DO PARTIDO COMUNISTA, SOB O LUMINOSO CAMINHO DO MARXISMO-LENINISMO-MAOÍSMO! PELA REORGANIZAÇÃO DO PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL!!!



O mundo todo está preparado para a revolução, as contradições só tendem a aumentar, e essas contradições só poderão ser resolvidas mediante a guerra popular, guiada por partidos comunistas armados da todo-poderosa ciência do proletariado: marxismo-leninismo-maoísmo.
O povo brasileiro já está de saco cheio do circo eleitoral burguês, prometem mundos e fundos, aparecem com discursos cheios de palavras polidas fazem de tudo para enrolar a população, falam que o Brasil está avançando, quando na verdade o país ainda está na corda bamba, passa por uma crise social, violência, drogas, corrupção, submissão aos interesses imperialistas precisando do auxílio das potências imperialistas que atualmente “estão com as últimas balas no pente”.
O partido comunista é a organização máxima do proletariado, e o proletariado brasileiro que já está se despertando contra a opressão burguesa carece de um partido comunista ha mais de trinta anos, então, o que fazer? Reorganizar o Partido Comunista do Brasil, para que o proletariado conquiste mais êxitos do que apenas aumento de salário e diminuição de jornada de trabalho, que o proletariado conquiste o poder e possa exercer a sua ditadura sobre a burguesia!
Assim como peixes não deixam a água e nem melões deixam a videira as massas não podem fazer revolução sem o partido comunista, e o partido comunista não pode guiá-las sem não estiver ideologicamente preparado. O presidente Mao ensina que com a ideologia correta temos as pessoas e os fuzis, e qual seria a ideologia correta? O comunismo, e o marxismo-leninismo-maoísmo que atualmente é a etapa mais elevada da ciência do proletariado. O maoísmo é de caráter universal, e não uma teoria adaptada apenas à realidade chinesa como matraqueiam derrotistas travestidos de comunista.
Sendo assim, um partido comunista maoísta pode e deve ser reorganizado no Brasil, para guiar as massas ao poder através da guerra popular, para vingar todos os que perderam a vida por causa da opressão capitalista, desde os camponeses e operários até os mais valorosos camaradas do antigo Partido Comunista do Brasil.
Iniciar a guerra popular prolongada, tomar e consolidar poder proletário e fazer do Brasil um baluarte para o Movimento Revolucionário Internacional, eis a tarefa, tarefa que não é fácil, pois nem a guerra popular e nem o socialismo podem ser alcançados facilmente, haverão desde problemas ideológicos até elementos anti-partido infiltrados com o objetivo de minar os interesses do proletariado, mas é apenas com a revolução proletária e a consolidação da ditadura dessa classe que as contradições poderão ser resolvidas.

ABAIXO AO REVISIONISMO! VIVA O MAOÍSMO!

PELA RECONSTITUIÇÃO DO PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL!

VINGAREMOS OS CAMARADAS DO PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL MORTOS DURANTE O REGIME MILITAR!
VINGAREMOS!!!

VIVA A REVOLUÇÃO PROLETÁRIA MUNDIAL!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Guerra popular no Butão



Pouco se conhece sobre o Butão, país que faz fronteira com a Índia e a China, e talvez alguns camaradas além de não saberem sobre a existência ou a localização desse país, talvez nem saibam que por lá existe uma guerra popular levada a cabo pelos camaradas do Partido Comunista do Butão (Marxista-Leninista-Maoísta).
O Partido Comunista do Butão (Marxista-Leninista-Maoísta) foi fundado em 22 de abril de 2003, e em 2007 iniciou a guerra popular.
Como todo partido comunista, este partido sustenta uma luta de duas linhas, uma, oportunista, comandada por Vikalpa (que significa alternativa), e outra, que defende a guerra popular iniciada no campo para depois tomar a cidade, linha representada pelo camarada Birat.
Os maoístas do Butão declararam guerra popular depois que enviaram um fax com uma demanda de 13 pontos para o Governo Real do Butão no dia 22 de março de 2007, entre estas 13 demandas estavam as: introduzir uma democracia popular no país para substituir a monarquia, garantir o multipartidarismo, a repatriação dos refugiados com honra e dignidade aos seus lares, e libertar todos os presos políticos. Ainda no mesmo dia, os camaradas fizeram ações armadas em 16 distritos do país.
O oportunista Vikalpa foi destituído de suas funções no partido em 20 de janeiro de 2008 quando a maioria dos camaradas do Partido concordaram com essa decisão.
Camaradas, a guerra popular não é um luxo de partidos irmãos, mas, uma necessidade do proletariado em obter a sua liberdade e a sua dignidade, isso também prova a vigência da guerra popular, e a universalidade da aplicação do maoísmo, o presidente Mao nos ensinou que se uma teoria só se aplica à uma determinada realidade, então essa teoria não é revolucionária.
Muitos oportunistas que elogiam o presidente Mao, dizem que, “o maoísmo só pode ser aplicado à realidade chinesa e não em um país como Brasil ou Estados Unidos”, então quer dizer que o maoísmo não é revolucionário, grande mentira desses tolos, o maoísmo e a guerra popular são a chave para soltar os grilhões dos povos oprimidos e a arma que destruirá o imperialismo de uma vez por todas!

VIVA A REVOLUÇÃO BUTANESA!!!

VIVA A REVOLUÇÃO PROLETÁRIA MUNDIAL!!!


GUERRA POPULAR ATÉ O COMUNISMO!!!


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O problema das drogas e seu envolvimento com o imperialismo


Poster dos Panteras Negras onde diz: "capitalismo mais dogras igual a genocido".



A causa deles é o baseado
Não é nem um pouco difícil encontrar por aí pessoas viciadas em algum tipo de droga, seja álcool, cigarro, maconha, crack ou cocaína... Também não é difícil encontrar alguns “marxistas” que apóiam a liberação das drogas, principalmente a troskalhada do PSTU, PCB, PCO, e PSOL.
Gente assim parece não compreender as lutas de verdadeiros partidos comunistas contra as drogas. Esquecem da luta do Partido Bolchevique contra o alcoolismo, ou da luta dos camaradas chineses contra o tráfico de ópio, que levou o país à uma crise social nos tempos do governo reacionário, mas graças a revolução de 1949, em 4 anos o tráfico de drogas na China havia desaparecido, isso porque as casas de ópio foram fechadas, os mafiosos foram presos ou foram para a vala e os viciados passaram por tratamento.
Durante as eleições de 2010, um tal de Plínio Arruda Sampaio apresentou um projeto em sua campanha: legalizar a maconha e criar um imposto sobre ela. Daí apareceu um monte de militantes do PSoL dizendo que aquilo era progressista, e revolucionário... Revolucionário para a burguesia, já que com isso, eles teriam mais uma fonte de lucro, poderiam alienar as massas, e o bandido passaria a virar um “respeitável senhor empresário”.
Camaradas, quem se beneficia com as drogas, o povo, ou os imperialistas?
Depois do tráfico de armas, o tráfico de drogas é um dos negócios ilegais mais lucrativos no mundo.
São extremamente prejudiciais à saúde e são prejudiciais à classe proletária, pois, são um meio de dominação utilizados pelos imperialistas para afastar as pessoas da compreensão  da realidade em que vivem, tornando-as apáticas e descrentes, facilitando assim a dominação, o apodrecimento social, abrindo espaço para atividades contra-revolucionárias.
O envolvimento dos imperialistas com o tráfico de entorpecentes “é tão antigo quanto andar pra frente”, pois, é um negócio lucrativo.
Depois da revolução de 1949 na China, as tropas remanescentes do kuomintang fugiram para a Birmânia (atual Myanmar), onde obtiveram proteção dos imperialistas, e onde recebiam ópio como pagamento pelos serviços prestados ao imperialismo. Após a tentativa fracassada de reocupar a China em 1952, as tropas remanescentes resolveram controlar o tráfico de ópio na região.
Durante a guerra do Vietnã, os soldados norte-americanos recebiam heroína, e maconha como incentivo para continuar lutando numa guerra sem sentido, que era a guerra do Vietnã, ainda nos anos 70, o índice de viciados em heroína nos EUA aumentou muito, já que os ex-combatentes ainda continuavam viciados e a droga se espalhou.
Minorias étnicas no Vietnã e Laos eram financiadas pelos imperialistas para lutarem contra os camaradas do vietminh, pathet lao e khmer vermelho. Os nung, uma minoria étnica de origem chinesa que vivia no Vietnã, recebia como pagamento pelos serviços prestados ao imperialismo, prostitutas, cerveja e ópio.
O governo militar boliviano em 1980 além de estar envolvido na proteção de antigos fugitivos nazistas (Klaus Barbie), esteve envolvido com a comercialização de cocaína, ainda hoje o governo boliviano ainda faz vista grossa aos cocaleiros.
NÃO! É o que diz neste antigo poster soviético.
Depois veio o governo genocida do Peru, comandado por Alberto Fujimori, nos anos 90 o exército apreendia a cocaína dos traficantes, queimava farinha de trigo para enganar, e o governo enviava toda a cocaína salva para a Europa.
O atual governo colombiano também está envolvido com os famosos cartéis colombianos, que financiam forças para-militares, para cometerem verdadeiros genocídios contra os camponeses. Inclusive ex-presidente colombiano Álvaro Uribe era amigo de Pablo Escobar.
O governo fantoche do Afeganistão também está envolvido com drogas, ao invés dos campos produzirem milho, trigo, batatas, metade das terras férteis é destinada à produção da papoula, usada no narguile, o Afeganistão é também o maior produtor de haxixe no mundo, o haxixe é uma droga feita com a resina extraída da maconha.
Eis um negócio lucrativo aos imperialistas, unem o útil ao agradável, além de lucrarem rios de dinheiro, utilizam as drogas como meio de alienar as massas, afinal, um baseadinho de maconha não traz revolução, nem traz dignidade para as crianças que dormem nas ruas.

ABAIXO AO IMPERIALISMO!

YANKEE, GO HOME!

sábado, 8 de outubro de 2011

Mao e Nixon?




Muitos anti-maoístas, sejam eles trotskistas, hoxhaístas, bajuladores do imperialismo, quando querem condenar de alguma forma o maoísmo, ainda de que um jeito tosco, utilizam a foto em que o presidente Mao aperta a mão de Nixon, ex-presidente dos Estados Unidos. Outros reformistas que admiram o presidente Mao e ao mesmo tempo o revisionismo chinês, explicam que o presidente Mao passou a considerar o imperialismo soviético como sendo mais perigoso que o imperialismo norte-americano, o que é outra baboseira.
Pois bem, existe uma obra do presidente Mao intitulada “Sobre a solução das contradições no seio do povo” escrita em 1957, onde existe uma frase que explica melhor sobre uma coexistência com o imperialismo:

“Com relação aos países imperialistas, devemos igualmente unir-nos aos seus povos e lutar por coexistir pacificamente com tais países, comerciar com eles, e impedir uma possível guerra. Todavia, em nenhuma circunstância devemos alimentar a seu respeito idéias que não correspondem à realidade”.

Ainda nessa obra o presidente Mao diz:

“[...] Contudo se os imperialistas insistem em desencadear uma guerra, não há que ter medo. A nossa atitude a esse respeito é a mesma com relação a qualquer “desordem”: primeiro, estamos contra e, segundo, não a tememos.[...]”

Outra frase muito conhecida do presidente Mao foi dita em 1946, e faz sentido à respeito do imperialismo até hoje:

“Todos os reacionários são tigres de papel. Na aparência, os reacionários são terríveis, mas na realidade não são assim tão poderosos. Vendo a longo prazo, não são os reacionários mas sim o povo quem é realmente poderoso”.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A superioridade do maoísmo!!!



Mas enfim, que raios é o maoísmo? O maoísmo é a ideologia de vanguarda do proletariado. É a terceira etapa de desenvolvimento da teoria científica e revolucionária do proletariado, sendo o marxismo a primeira etapa, e o leninismo a segunda, formando assim o marxismo-leninismo-maoísmo.
O “pensamento Mao Tsé Tung”, como era conhecido o maoísmo até o começo da revolução cultural, foi forjado durante longos anos de luta internacional, e lutas dentro do partido. Começou a ser desenvolvido em 1935, quando o presidente Mao assume a direção do Partido Comunista da China. O pensamento Mao Tse Tung sua superioridade ao mesmo tempo em que se desenvolvia e durante a guerra contra o Kuomintang, e depois na luta contra o imperialismo japonês (1936-1945).
O pensamento Mao Tsé Tung quase foi abandonado no final dos anos 50 após a tomada do poder por Liu Shaoqi e suas ratazanas pró-soviéticas.
O período de 1959 a 1966 é a época em que a burguesia sob o comando de Liu Shaoqi tenta retornar ao poder, mas, acabou sendo frustrada quando as massas tomaram o céu de assalto na Grande Revolução Cultural Proletária iniciada em 1966, um dos maiores feitos do Partido Comunista da China sob o comando do presidente Mao.
A Grande Revolução Cultural Proletária teve grande repercussão no mundo, influenciando na criação de partidos e frações guiadas pelo marxismo-leninismo-pensamento Mao Tsé Tung.
O expurgo de Liu Shaoqi e demais elementos reacionários no partido em 1967, o aparecimento dos guardas vermelhos, e o retorno do maoísmo foram importantes para o desenvolvimento das forças produtivas, das ciências e adiou, por dez anos, a restauração capitalista na China, que ocorreu em 1976.
O presidente Mao ensinou que não apenas uma, mas várias revoluções culturais seriam necessárias para afastar a restauração capitalista na China, isso porque, apesar dos esforços feitos pela ditadura do proletariado em combater os vestígios da burguesia, ela ainda consegue subsistir através de ideologias, costumes, elementos infiltrados no seio do partido e sob o auxílio do capital internacional. O capital internacional só será aniquilado de uma vez por todas depois da revolução proletária mundial, e é com revolução que alcançaremos o comunismo.
O maoísmo não se contrapõe ao marxismo-leninismo, muito ao contrário, cumpre o seu papel na constinuação desta teoria, pois, o presidente Mao conseguiu desenvolver e solucionar alguns problemas que o marxismo-leninismo ainda não havia conseguido. Por exemplo, Mao Tse Tung resolveu um problema que vinha desde os tempos de Marx: levar a filosofia às massas, graças ao presidente Mao camponeses e operários também podem ser intelectuais revolucionários.
O presidente Mao também sistematizou a lei da contradição, aplicou a dialética na política, corrigiu o erro do camarada Stalin que apareceu durante o XVIIIº Congresso do PCUS em 1939, quando o timoneiro Stalin declarou que já não havia mais classes exploradoras e nem seus vestígios dentro da URSS, o que é um erro, pois, as teses oportunistas de Kruschov não seriam por acaso vestígios ideológicos da burguesia?
Apesar desse erro, isso não invalida a grandiosa contribuição de Stalin no desenvolvimento do marxismo-leninismo, pois, como seres materiais, estamos susceptíveis a cometer erros, erros que são corrigidos com prática marxista da crítica e autocrítica.
Dia após dia, o maoísmo ganha mais adeptos, graças à sua universalidade revolucionária, diferente do que muitos oportunistas pregam, dizendo que o maoísmo só se aplica à realidade chinesa, o que é uma grande baboseira, já que o presidente Mao ensina que se uma teoria não é universal, ela não é revolucionária. Por isso da China ao Peru, do Butão ao Panamá, de Bangladesh aos Estados Unidos existem partidos comunistas sob o luminoso caminho do marxismo-leninismo-maoísmo.
Em todo o mundo erguem-se partidos comunistas sob a luz guia do maoísmo, que guia o proletariado, a guerra popular rumo ao comunismo.
Na conjuntura atual, ser marxista é ser maoísta, e vice-versa, fora do maoísmo não existe marxismo.
O Partido Comunista do Peru, além de guiar a revolução que é vanguarda de todas as guerras populares atuais, sob o comando do presidente Gonzalo teve um papel importante na aplicação do maoísmo, foi o primeiro partido a iniciar o ciclo da ofensiva estratégica da revolução proletária mundial, foi o primeiro partido maoísta a denunciar o oportunismo de Deng Xiaoping, e um dos primeiros partidos a sugerir a adoção do termo maoísmo no lugar de pensamento Mao Tsé Tung.
Ideologias pequeno-burguesas como castrismo, guevarismo, bolivarianismo, teologia de libertação, trotskismo não são capazes de conduzir o proletariado rumo ao comunismo. Somente sob a luz do maoísmo o triunfo da revolução proletária mundial sobre o capitalismo é inevitável, SER COMUNISTA É SER MAOÍSTA!

China, socialismo ou revisionismo?

Duas realidades da China, a do lado esquerdo, mostra como viviam os chineses durante os tempos do presidente Mao, e a do lado direito mostra como vivem os trabalhadores no atual período revisionista.




Introdução

Ainda existem alguns cretinos que apóiam o revisionismo chinês, e não me refiro apenas à oportunistas de meia tigela (PCdoB), mas, oportunistas famosos também, como o sr Prachanda e Hugo Chavez.
Desde a morte do presidente Mao, dia após dia, a antiga República Popular da China vem se mostrando cada vez mais hostil ao comunismo, e mais receptiva aos reacionários do mundo.

A cabeça do dragão
Socialismo de Deng: camarada Yao Wenyuan durante seu julgamento, em 1981.
A “cabeça do dragão revisionista” na China nos tempos da guerrilha Kiangsi era o trotskista Chen Tuxiu, depois do poder popular consolidado, o revisionismo ganhou outra liderança: Liu Shaoqi, do qual Deng Xiaoping era discípulo, os dois literalmente se deram mal durante o início da Grande Revolução Cultural Proletária, Liu Shaoqi acabou morto em 1969, enquanto Deng, retornou como importante liderança no partido em meados dos anos 70.
Deng Xiaoping parecia ser um camarada exemplar, pois esteve presente durante o período da Longa Marcha, lutou contra o imperialismo japonês e durante a segunda guerra contra o Kuomintang. Mas isso não é o suficiente para declarar que ele é um revolucionário convicto, pois se fosse assim, Trotski, Bukharin, Zinoviev e Kamenev também seriam.
Mas desde o VIIIº Congresso do P.C. da China, em 1956, o presidente Mao desmascarou os erros deste futuro contra-revolucionário oportunista.
Em 1975, o primeiro-ministro Zhou En Lai  readmite Deng Xiaoping em suas antigas funções, funções de importância no Partido Comunista, mas, o presidente Mao Tsé Tung o afasta novamente, justamente pelos seus desvios de direita, que desde 1956 já se manifestavam.



De: Bernstein Para: Deng Xiaoping


Hua Guofeng e Tito em 1977
Para entender o que se passava na mente dos revisionistas chineses, é necessário fazer um retorno ao século XIX, tempos da IIª Internacional pelega.
Um cara chamado Bernstein defendia a tese que é a base para a social-democracia de hoje, ele defendia que só poderia haver uma revolução socialista vitoriosa apenas em países desenvolvidos, ou seja, “seria mais fácil consolidar o socialismo no Reino Unido do que em um país como a Rússia czarista ou a China feudal”, então, eles acreditavam que antes de um país se tornar socialista, eles teriam que desenvolver as forças produtivas no capitalismo, então isso significa que o socialismo não tem capacidade de desenvolver as forças produtivas? Essa tese era muito defendida pelos mencheviques.
Um dia, estourou uma revolução comunista na Rússia, sob a liderança do Partido Bolchevique e Lênin, os contra-revolucionários trataram de difundir teses derrotistas, como a já citada, e outra que dizia que se os demais países da Europa não virassem socialistas, o socialismo na Rússia não daria certo, como pode ver o socialismo soviético conseguiu elevar a qualidade de vida da população, transformou um país semifeudal em uma potência capaz de despertar paranóia em toda a direita, isso tudo sem precisar manter um sistema capitalista à longo prazo e sem precisar “exportar” revoluções.
Nos primeiros anos da URSS foi necessária uma coexistência com a burguesia, pois a economia estava destruída, o país sofria embargo, não haviam países dispostor a dar-lhes ajuda material e não havia base tecnológica suficiente para darem os primeiros passos sozinhos, (muito diferente da China em 1976) essa medida era errada, mas necessária. Essa medida ficou conhecida como N.E.P., ou, Nova Política Econômica, tese muito defendida por Trotski e Bukhárin.
Quando foi dada a decisão de colocar fim à NEP, pois no início dos anos 30 a União Soviética já possuía uma base tecnológica e material suficiente para dar , contra-revolucionários como Bukharin, Zinoviev e Kamenev começaram a tramar planos junto com elementos fascistas e antigos kulaks para destituir o camarada Stalin e seguirem aplicando a tese revisionista, mas suas tramas foram descobertas, e esses reacionários junto com seus seguidores foram punidos.
Essa tese menchevique foi difundida no Partido Comunista da China nos anos 20 e 30 pelo contra-revolucionário Chen Tuxiu, mas foi rechaçada. E novamente ganhou fôlego sob o comando de Liu Shaoqi nos anos 50, defendia a continuidade da economia mista e que a ideologia deveria ser posta de lado, o que é uma grande mentira, pois o presidente Mao ensinou que o desenvolvimento e a ideologia trabalham lado a lado, outro grande ensinamento do presidente Mao é que as forças produtivas se desenvolvem mais rápido no socialismo, o “o que levou 200 anos na Inglaterra, a China fará em 50”.
O período da Revolução Cultural também marcou uma era de desenvolvimento das forças produtivas aliado à ideologia, pois, buscava-se se aprimorar mais de forma rápida e simples, eliminando velhas concepções comodistas, herdadas da burguesia, a busca por fabricar produtos simples e de grande confiabilidade, e não produtos vagabundos feitos com mão-de-obra barata como é atualmente.
Foi durante a Revolução Cultural, que a China conseguiu lançar o seu primeiro satélite artificial, em 1970.

A destruição da República Popular da China

Estátua do presidente Mao sendo demolida
Com a morte de Zhou En Lai, marechal Zhu De e o presidente Mao, acabou-se abrindo uma brecha para que os contra-revolucionários botassem as caras para fora, resultado: Hua Guofeng apelidado de Kruschov chinês, assumiu os cargos do presidente Mao, e reintegrou Deng Xiaoping, nesse momento iniciou um grande processo de desmantelamento do maoísmo.
O passo inicial foi prender e condenar os quatro grandes continuadores do maoísmo na época (Yao Wen Yuan, Wang Hong Wen, Zhang Chun Qiao, e a viúva do presidente Mao, Jiang Qing, que foi condenada à prisão perpétua), o que os revisionistas não esperavam, era que a camarada Jiang Qing durante o seu julgamento, de acusada, passaria à acusadora e chamou-os de “agentes do kuomintang”.
Ainda no mesmo ano, os revisionistas resolveram aprontar mais: restabeleceram relações de amizade entre os P.C. Chinês e os revisionistas iugoslavos, e iniciaram um processo de depuração de membros de alto-escalão que ajudaram a Revolução Cultural e criticavam as medidas revisionistas, entre eles, estava Chen Boda, Deng tachava essas pessoas como sendo de “extrema-esquerda”, e como se ele realmente tivesse uma posição correta, talvez a única posição de Deng era ficar de pernas abertas para o capitalismo.
No ano seguinte, foi oficialmente encerrada a Grande Revolução Cultural Proletária, foi iniciado um movimento de crítica à revolução cultural e ao maoísmo, ao qual os revisionistas tacharam de “período de repressão fascista”, no final desse mesmo ano, foi anunciado que em 1978 a China abriria as portas para receber empresas estrangeiras.
Durante o ano de 1977-78 muitos partidos que eram apoiadores do maoísmo iniciaram um movimento de crítica às medidas tomadas pelos revisionistas, inclusive Pol Pot chegou a chamar Deng Xiaoping de contra-revolucionário, as medidas de reabertura para o capitalismo geraram confusão em muitos partidos, e muitos, passaram a apoiar o revisionismo albanês de Hoxha, ao invés de terem continuado fiéis ao maoísmo, como fizeram os camaradas do Peru, Irã e Filipinas.
Assim como Kruschov reintegrou antigos conspiradores condenados durante o processo do bloco trotskista-zinovievista de 1938, Deng reintegrou antigos contra-revolucionários condenados durante a Grande Revolução Cultural Proletária, como o finado Liu Shaoqi.
Tudo em nome do capitalismo, e logo apareceram empresas como a Sony e Coca-Cola, e, depois de terem recebido duras críticas de Enver Hoxha, os revisionistas finalmente rompem as relações diplomáticas com a Albânia em 1978.
Uma nova constituição foi criada (em contraposição à constituição socialista de 1975), para que pudesse garantir a legalidade da contra-revolução.
Retrato do presidente Mao sendo removido da fachada do Museu de História da China, 1981.
As comunas, construídas graças ao suor e dedicação revolucionária do povo, foram desfeitas, dando-se incentivo ao retorno do latifúndio e das antigas relações de produção da China feudal, a lei de 1949, que obrigava o governo a dar emprego e comida aos trabalhadores foi extinta, deixando assim, milhares de pessoas desempregadas, isso, tudo em nome do interesse de empresas estrangeiras, não demorou muito para que uma revolta popular organizada por antigos camaradas defensores do caminho socialista estourasse em Tian Anmen em 1979(a primeira de muitas ocorridas nessa época), a rebelião foi duramente reprimida pela polícia, que na época, já não estava mais a serviço do povo, mas sim da burguesia que havia retornado ao poder. No mesmo ano a China faz um acordo militar com o Japão e Estados Unidos, e restabelece relações diplomáticas com o imperialismo yankee.
Em 1980, uma decisão do Comitê Central ordenou que fossem removidas as fotos, frases e poemas do presidente Mao, alegando ser “culto à personalidade”, qualquer semelhança com Kruschov não é mera coincidência!
A rádio Voz da Revolução Malaia, pertencia ao Partido Comunista da Malásia e estava instalada em Yenan, na China, desde os anos 50, mas acabou fechada em 1981 a pedido de Deng Xiaoping.


O retorno ao confucionismo

Confúcio foi um filósofo reacionário que viveu entre 550 e 479 antes de Cristo, suas concepções influenciavam por muito tempo o modo de vida na China antes da libertação de 1949, as mulheres eram muito prejudicadas, pois eram tratadas de modo inferior aos seus maridos, eram tratadas como um bicho, tudo graças ao pensamento medieval confucionista.
Em 1982, Deng Xiaoping lançou a campanha das “pelos cinco acentos e as três belezas”. os “acentos” eram aqueles sobre a moral, comportamento, disciplina, cortesia e higiene, e as “belezas” eram aquelas do coração, da língua e do ambiente, um programa recalcado baseado numa filosofia antiquada e reacionária.
O governo chinês nos últimos anos enviou mais de 7,5 milhões de dólares para 200 instituições confucionistas em 78 países, fora os grupos de estudos e a criação de universidades confucionistas na China.
Uma estátua de Confúcio foi construída na praça de Tian An Men, fazendo afronta ao retrato do presidente Mao. No período da revolução as teses de Confúcio foram criticadas e suas estátuas transformadas em entulho.

1989:  revolução ou contra-revolução?
Desde 1979 havia manifestações de caráter contra-revolucionário por parte dos intelectuais, que cada vez mais se distanciavam do povo, depois do abandono do modelo revolucionário didático que havia sido adotado pouco antes da Revolução Cultural.
1989: Manifestantes cantando A Internacional, em seguida a polícia meteu pipoco nos manifestantes.
A rebelião de 1989 começou como uma manifestação dos intelectuais burgueses que saudavam a visita de Gorbatchov e pediam pela criação de uma república democrático-burguesa na China, só que a revolta começou a mudar seu caráter quando operários descontentes com a situação em que estavam submetidos depois de 1978, aproveitavam a onda de protestos e saíram às ruas não para pedir uma reforma burguesa, mas um retorno ao modelo socialista de Mao Tsé-tung, tanto é que tropas do exército abriram fogo contra operários que cantavam o clássico hino “A Internacional Comunista”.
A revolta durou pouco tempo, pois, os intelectuais que estavam na liderança das manifestações não possuíam vínculo com os trabalhadores, e tremeram na base quando o governo iniciou a onde de repressão.
Mas, a mídia capitalista distorce os fatos, e trata a rebelião da praça da paz celestial como um evento pró-ocidente, o que não é totalmente verdade.

O Oportunismo de João Amazonas
O Partido Comunista do Brasil seguiu uma linha correta de 1962 a 1976, com base no pensamento Mao Tse Tung (como era chamado o maoísmo naquela época), mas, após a morte de importantes membros do CC como Pedro Pomar e Ângelo Arroyo em dezembro de 1976, a consolidação do revisionismo em 1977, fizeram com que o oportunista João Amazonas atacasse diretamente o maoísmo, com base nas críticas fracas de Enver Hoxha ao invés de ter mantido a bandeira revolucionária do maoísmo ao mesmo tempo em que atacasse as diretrizes revisionistas da China, como fizeram os camaradas do Partido Comunista do Peru (Sendero Luminoso).
Durante a época em que o PCdoB manteve uma linha hoxhaísta, o oportunista Amazonas tratou de papagaiar as críticas de Hoxha ao maoísmo. Quando o revisionismo na Europa entrou em derrocada, João Amazonas passou de crítico de Deng a bajulador desse contra-revolucionário, e o resto, vocês já sabem, um partido mais revisionista que o outro em um grande laço de amizade, ou melhor, o PCdoB atuando como capanga do revisionismo de Deng Xiaoping.

Valeu a pena?

Jiang Zenmin, outro revisionista sucessor de Deng, declarou na tv chinesa que o comunismo é algo antiquado e inalcançável. Isso nos dá uma clara idéia de a que ponto chegou a degeneração no Partido Comunista da China.
A aliança com os norte-americanos trouxe tecnologia e costumes reacionários, já que a China deu apoio ao Talibã nos anos 80, e atualmente fornece armas para que países reacionários consigam colocar fim à guerrilhas organizadas por partidos maoístas, como na Índia e nas Filipinas.
Xiong Hanjiang, teve seus tendões cortados pelo patrão.
O reacionário Deng Xiaoping dizia que “quando se abre a janela entra o ar puro e as moscas”, o ar-puro a que ele ser refere é o desenvolvimento tecnológico, tecnologia não muito confiável, feita com mão de obra barata e até com trabalho escravo, e as moscas, seriam as ações contra-revolucionárias, mas, de contra-revolucionário já bastava ele com a sua gangue traidora.
Atualmente a China é a segunda maior economia do mundo, mas, valeu à pena tentar ser igual às potências imperialistas? Valeu à pena desmantelar as grandes conquistas do povo chinês durante quase 30 anos de luta ideológica?
Vejamos, graças ao revisionismo coisas que haviam desaparecido durante os tempos do presidente Mao retornaram, como por exemplo:

-Prostituição (mais de trinta anos depois da libertação, reapareceram casos em 1982);
-Trabalho escravo;
-Trabalho infantil;
-Agressão aos operários (algo que era muito comum antes de 1949);
-Desmantelamento das fazendas coletivas, gerando assim minifúndios improdutivos, que por sua vez geram êxodo rural;
-Ressurgimento do confucionismo e outras seitas contra-revolucionárias;
-Desemprego;
-Perseguição aos comunistas (vide o caso do camarada Zhao Dongmin);
-Atualmente apenas 30% das empresas são estatais;
-Reaparecimento do modo de vida burguês;
-Negócios anuais de até 200 bilhões de dólares com os norte-americanos;
-Corrupção em meio às autoridades;

Então, vale à pena jogar o povo em meio à esse caos todo? Não, pois só o socialismo é capaz de trazer dignidade ao povo, ou como disse o presidente Mao: “só o socialismo poderá salvar o povo chinês”.

Luta de classes cada vez maior

Polícia reprimindo manifestantes maoístas em setembro desse ano
A luta de classes na China tornou-se mais aguda após o reaparecimento do capitalismo burocrático, operários, estudantes e veteranos estão se levantando contra a opressão do capitalismo na China, há caso de operários sendo esfaqueados por seguranças de uma fábrica depois que fizeram um protesto por melhores condições como aconteceu em Sichuan.
O movimento maoísta vem crescendo bastante na China desde 1994. Fotografias e estátuas do presidente Mao, que no começo dos anos 80 foram consideradas como culto à personalidade voltaram a aparecer em diversos locais da China, sinal que as pessoas estão tomando consciência dos problemas causados pelo capitalismo na China, quem lê as obras do presidente Mao percebe que o que é aplicado atualmente na China é uma contraposição aos ensinamentos do timoneiro. Deng Xiaoping nunca foi maoísta. A agudização da luta de classes, somada à repressão revisionista na China acabará dando origem a uma nova revolução, algo que promete um partido subversivo denominado Partido Comunista Maoísta da China, retornar ao modelo socialista construído antes de 1977.
Um caso bem interessante aconteceu em setembro desse ano em Taiyuan, na China, quando vários camaradas de outro partido subversivo denominado Partido Revolucionário da China, estavam reunidos em praça pública lendo citações do Livro Vermelho em ocasião do 35º aniversário da morte do presidente Mao, a polícia logo chegou dissolvendo a manifestação, mas, felizmente o líder acabou escapando.
Este é o “socialismo” de Deng Xiaoping à Hu Jintao, socialismo que dá para os ricos e tira dos pobres, que destrói o marxismo e ajuda na construção do capitalismo.

ABAIXO AO REVISIONISMO! VIVA O MARXISMO-LENINISMO-MAOÍSMO!

sábado, 1 de outubro de 2011

Não Votar! Viva a guerra popular!



Os seguintes trechos vêem de um artigo de Lênin escrito em 1919 – ‘’Saudações aos comunistas italianos, franceses e alemães’’:

‘’Só os velhacos e patetas podem acreditar que o proletariado deve primeiro conquistar a maioria nas votações realizadas sob o jugo da burguesia, sob o jugo da escravidão assalariada, e que só depois deve conquistar o poder. Isto é o cúmulo da imbecilidade ou da hipocrisia, isto é substituir a luta de classes e a revolução por votações sob o velho regime, sob o velho poder.’’


‘’O proletariado desencadeia a sua luta de classes sem esperar por uma votação para começar uma greve, embora para o êxito completo da greve seja necessário contar com as simpatias da maioria dos trabalhadores (e, por conseguinte, da maioria da população). O proletariado desencadeia a sua luta de classe, derrubando a burguesia, sem esperar para isso por uma votação prévia (organizada pela burguesia e sob o seu jugo opressor), pois o proletariado sabe muito bem que para o êxito da sua revolução, para o derrubamento com êxito da burguesia é absolutamente necessário contar com as simpatias da maioria dos trabalhadores (e, por conseguinte, da maioria da população).’’


‘’Os estúpidos parlamentares e os Luís Blanc dos nossos dias "exigem" obrigatoriamente votações, organizadas sem falta pela burguesia, para comprovar de que lado estão as simpatias da maioria dos trabalhadores. Mas este é um ponto de vista próprio de fantoches, de cadáveres insepultos ou de hábeis trapaceiros.’’

‘’A revolução proletária é impossível sem a simpatia e o apoio da imensa maioria dos trabalhadores à sua vanguarda: o proletariado. Mas esta simpatia e este apoio não se obtém subitamente, não se decidem em votações, mas conquistam-se numa demorada, difícil e dura luta de classes. A luta de classe do proletariado para ganhar a simpatia e o apoio da maioria dos trabalhadores não termina com a conquista do poder política pelo proletariado. Depois da conquista do poder, esta luta continua, mas sob outras formas. ‘’


Próximo ano começam as eleições burguesas para eleger prefeitos e vereadores, todos, representantes de partidos corruptos e burgueses, que, de quatro em quatro anos se juntam para falarem abobrinhas na televisão e no rádio para enganarem o povo, que já está cansado de tanta ladainha, que prometem “mundos e fundos”, papagaiam propagandas de um “Brasil cor anil” quando na verdade os políticos roubam o dinheiro público, as denúncias da existência de trabalho escravo, os impostos aumentam, o óxi e o crack se espalham, o latifúndio continua com o seu genocídio no campo, e os policiais praticando atos de violência dignos dos tempos da SS, Gestapo, ou do DOPS.
As propagandas mostram políticos prometendo “zelar pela democracia”, “renovar o sistema político atual”. Não passam de mentirosos e hipócritas, vivemos em um país onde ainda existe perseguição política (vide o caso do camarada Ruço), onde a polícia e o governo trabalham em favor da grande burguesia, vemos exemplos sempre, pancadarias durante as manifestações contra o aumento da passagem, uso de força bruta para retirar os trabalhadores sem-teto de terrenos ou prédios que a prefeitura e os milionários nem lembram mais, e a defesa do grande latifúndio contra os camponeses pobres.
Os partidos da “esquerda” são outro símbolo de podridão, pois, não representam os interesses das massas, mas sim da burguesia, seja os da base aliada do PT, sejam os “radicais” do PCB, PSOL, PSTU e PCO.
O PCdoB (pseudobê) que outrora era um partido comunista, hoje tem seu programa político “para um Brasil socialista” carregado de lorotas social-liberais e democrático-burguesas, faz coro ao PT, votando à favor do aumento do salário de deputados (como se um deputado ganhasse pouco), votaram à favor do novo código florestal, que mantém impune os latifundiários. O partido atualmente defende o “socialismo democrático” e condena de peito cheio as experiências socialistas do passado como na URSS e China, taxando-os de “regimes totalitários”.
Outros partidos de “extrema esquerda” batem na mesma tecla: MACONHA!
Acreditam que a liberação da maconha diminuirá o tráfico de drogas e que o povo vai viver feliz da vida, fosse assim, nem a Jamaica não estaria vivendo a onda de violência que vive atualmente. “A auto-satisfação é inimiga do estudo” já dizia o timoneiro Mao Tsé Tung, afinal, se uma lei que libere a maconha for aprovada, só trará benefícios à uma única classe: a burguesia, que seria a única a lucrar com o comércio das drogas, enquanto o trabalhador continuaria alienado (não bastasse a cachaça).
Sim camaradas, partidos da mesma laia do PSOL ou PSTU são um aglomerado de hippies, social-democratas, democrata-burgueses metidos à revolucionários, troskos e intelectuais reacionários, do tipinho que gosta de demonizar Stalin, exaltar os inimigos Trotski e Kruschov, e comemorar a queda da URSS, alegando ser “uma vitória do povo contra a burocracia stalinista”, insensatez é pouco, isso aí é fascismo puro!
Partidos dessa laia são apenas partidos reformistas, visam mudar certos elementos do velho estado burguês, mas sem alterar as suas bases.
A idéia de socialismo através de eleições burguesas foi desmascarada por Lênin, ensinando-nos que o parlamentarismo é algo caduco, e que a função das eleições é para mera propaganda ao partido e que a construção de uma democracia-burguesa é justamente para provar o quão ineficiente ela é.
Teses do tal “socialismo democrático”, típica do pessoal da IIª Internacional, já haviam sido condenadas por Marx e Engels, muito antes da própria fundação da IIª Internacional pelega de 1889. Por alguns anos o movimento revolucionário permaneceu “castrado” pelos social-democratas (ou mencheviques).
Foi graças à Lênin e Stalin, mas, principalmente Lênin, que o movimento recuperou o espírito revolucionário, fazendo assim com que Lênin e Stalin esmagassem as serpentes da IIª Internacional, Bernstein, Kautski, e Trotski. Em 1919, Lênin fundou a IIIª Internacional, uma alternativa revolucionária em contraposição a IIª Internacional social-democrata.
Pois bem, passaram-se uns 50 ou 60 anos que Lênin desmascarou os social-democratas, apareceu Kruschov com a sua tese de “três todos e dois pacíficos” (os “dois pacíficos” seriam: transição pacífica e coexistência pacífica), algo totalmente fora de nexo, que colocou de lado o marxismo-leninismo e deu armas à contra-revolução.
O socialismo só se consegue através da revolução proletária, o socialismo não visa beneficiar todas as classes, senão apenas o proletariado.
Precisamos de um partido que defenda a classe, um partido militarizado, dotado da teoria do marxismo-leninismo-maoísmo, teoria que é o farol do socialismo e da revolução mundial.

Progressismo ou social-fascismo?



Introdução

Certamente muitos camaradas, principalmente os que recém aderem ao marxismo, vêem os governo do Equador, Bolívia e Venezuela com bons olhos, pensam que são governos marxista-leninistas, mas nem tudo que reluz é ouro, já dizia um velho ditado.
Exatamente como Stalin ensinou em 1928, que, para conter as massas em fúria ou um governo fascista ou um governo social-democrata subiam o poder [1], e que entre o fascismo e a social-democracia a essência é a mesma, por exemplo, o corporativismo, a repressão aos trabalhadores [2], o anticomunismo e o nacionalismo...
Não eram por acaso, os mencheviques grandes opositores do leninismo na URSS? Por acaso não foram os social-democratas os primeiros a atacarem Stalin nos anos 30?
No livro “O manifesto do Partido Comunista” Marx e Engels ensinam que os capitalistas fazem concessões poder manter o domínio do poder e acalmar os ânimos da classe proletária.
Camaradas, pensem bem, o que vale mais à pena para a burguesia? Implantar um governo que ganhe o repúdio das massas, ou um governo que concilie as classes, com uma falsa retórica progressista consiga iludir a esquerda (principalmente a esquerda revisionista e oportunista) com o objetivo de minar as comunistas de forma doce e pacífica?
Então, o que mais à pena para a burguesia? Perder tudo ou continuar no poder, mesmo que para isso tenha que fazer algumas concessões?

Vamos listar aqui alguns tipos de sistema que se autodenominavam, ou que foram denominados de progressistas, apesar de terem acontecido em diferentes países, eles mantêm a mesma essência: nacionalismo, conciliação de classes, anticomunismo, repressão aos trabalhadores... Eis alguns modelos:

Nazi-fascismo
                                       
Atualmente a social-democracia criou apatia por Hitler e Mussolini, mas, na época em que o nazismo consolidou-se na Alemanha, a social-democracia recusou as propostas do Partido Comunista da Alemanha em formar uma aliança anti-fascista, pois os social-democratas inicialmente se identificavam com os nazistas: o nacionalismo, a conciliação entre as classes, controlar o quanto a burguesia deve ganhar ao mesmo tempo em que ela deve continuar existindo, pois Hitler acreditava que a burguesia e o proletariado eram as duas classes produtoras, e o ódio aos comunistas que a social-democracia tanto fazia coro.
O criminoso incêndio do Reichstag em 1933 é uma prova do que os nazistas estavam dispostos a fazer para acabar com os comunistas, nesse episódio, o camarada búlgaro Giorgi Dmitrov foi preso e acusado de participar do incêndio, foi à julgamento, estava sem advogado e durante o julgamento ele passou de acusado à acusador dos nazistas, e acabou sendo absolvido. Ou também o trágico fim que teve a nossa camarada Olga Benário, quando foi entregue pelo governo fascista de Vargas aos nazistas, e acabou morrendo em alguma câmara de gás em 1943.



Getulismo

Por aqui tivemos o getulismo (1930-1945), oriundo do modelo fascista de Portugal, governo ditatorial de Getúlio Vargas que apesar de ter inserido o Brasil na revolução Industrial e ter criado algumas leis trabalhistas sem dar prejuízo aos patrões ainda mantinha os comunistas e demais opositores do regime bem quietinhos em alguma masmorra ou nas mãos de algum torturador da polícia, enquanto que os “galinhas verdes” (Integralistas) se esbaldavam.

Peronismo

Durante a segunda guerra, ou mais exatamente, em 1943, um golpe militar na Argentina colocou no poder o coronel Juan Domingo Perón, que seguia uma orientação política semelhante ao fascismo.
Nos anos 50 seu governo era conhecido por ser “progressista demais”, acreditavam os peronistas, que o resultado final daquele regime culminaria em uma espécie de socialismo (lembrando que o socialismo em si não significa marxismo, pois, Marx listou os vários tipos de socialismo, como o socialismo dos religiosos, da burguesia, etc).
O governo de Perón além de ser um governo extremamente corrupto, e dissimulado, era um governo perseguidor de comunistas.

Progressimo no México (Partido Republicano Institucional)

Outro exemplo de regime intitulado progressista era o do Partido Republicano Institucional no México. Era um governo que no início havia implantado a reforma agrária e o desenvolvimento da indústria, tudo organizado segundo um modelo capitalista.
Influenciados pelos protestos de maio de 1968 ocorridos na França, estudantes mexicanos saem às ruas em julho para comemorar o aniversário da revolução cubana, o governo mandou suas tropas de choque para combater os estudantes, segundo a imprensa da época, 50 pessoas foram mortas, e 900 detidos, mas nos livros de história do Brasil fala-se em mais de 1000 feridos e 400 mortos. O PRI só foi destituído em 1994.

Baathismo

O tal “progressismo” não é novidade. Em países da África e Oriente Médio ergueram-se muitos governos desse tipo, principalmente entre os anos 60 e 70, tais exemplos são os de uma ideologia conhecida como baathismo, originada do Partido Baath da Síria, o mesmo partido de Bashar Al Assad e de seu falecido pai.
Exemplos de líderes baathistas são o que não falta, temos Saddam Hussein, Hosni Mubarak, Ben Ali, Bashar Al-Assad, Muammar Kadaffi, Gamal Abdel Nasser... Alguns deles você já deve ter ouvido falar, os mesmos que estão tendo as suas ditaduras reformistas sendo contestadas pela rebelião popular que se levanta no oriente médio.

Bolivarianismo

Eis o trio parada dura do neo-fascismo sul-americano.
Os bolivarianistas se intitulam socialistas, e até comunistas, dizem que Simon Bolívar foi o libertador da América Latina. Mas, a verdade é que ele atuava à serviço dos interesses do império britânico, e era um péssimo comandante, na primeira derrota que suas tropas sofriam, ele abandonava seus homens e pegava o primeiro navio para o exílio.
Dizem que o bolivarianismo é marxista... Mas, Bolívar é de um tempo em que o capitalismo ainda era uma força progressista e revolucionária, quando não havia proletariado na América Latina. Ou seja, temos que abandonar as idéias antiquadas dos tempos de Bolívar e George Washington, e levantar as idéias modernas e verdadeiramente progressistas, como Marxismo-leninismo-maoísmo!
E na América do Sul atualmente? Evo Morales, Hugo Chavez, e Rafael Correa, certamente muita gente da esquerda discorda quando se critica a gestão desse “trio parada dura” do neofascismo.
Pois bem, vamos falar um pouco do que vem acontecendo nesses países.

Bolívia: atualmente a Bolívia, assim como o Paraguai, é um país onde você pode comprar metralhadoras, fuzis automáticos, maconha, cocaína, óxi, ainda que de forma ilegal, mas em quantidades generosas. O armamento que chega aqui, geralmente metralhadoras ZB-26 dos anos 30 e fuzis automáticos Ruger apreendidos no Brasil, estão com o timbre do exército boliviano, ou seja, no tráfico de armas ou drogas, sempre existe a vista grossa de autoridades, no caso das autoridades bolivianas estão a serviço do “progressismo” para com o Comando Vermelho e o PCC.

Outro sinal de que o governo boliviano não é progressista, é o fato do país não conseguir manter seus habitantes, que acabam indo para outros países, quem vai pra capital de São Paulo percebe esse fato, pois há muitos imigrantes bolivianos.

O socialismo de Evo Morales: entregar refugiados políticos ao regime genocida peruano.

Evo Morales declarou que quer se aproximar do marxismo-leninismo, mas, falar é uma coisa e fazer é outra, por isso mesmo, o governo boliviano fez questão de prender e entregar ao regime genocida do Peru, exilados políticos peruanos que estavam participando do Centro de Estudos Populares na Bolívia. Esse aí é o “socialismo” de Evo Morales.

Venezuela: Um país muito elogiado pelos oportunistas, pois Hugo Chavez (um verdadeiro revolucionário de boca) fala que está levando a Venezuela rumo ao socialismo, realizando estatizações, mas deixando a grande burguesia continuar existindo.
Alguns ditos “marxistas-leninistas” fazem odes à Chavez, mas, o próprio declarou na televisão a seguinte frase: “o marxismo-leninismo é um dogma ultrapassado”, ao mesmo tempo em que fazia uma embromação sobre uma conversa que teve com Fidel Castro.
Durante a campanha eleitoral venezuelana de 1998, Chávez também disse em rede nacional que não era socialista, que o projeto que ele tinha em mente era de criar um “humanismo”, essa história de “criar um sistema humanista” já é um chavão bem antigo divulgado por alguns reformistas do tipo de Chavez ou Allende.
Além do fato das companhias estrangeiras continuarem levando embora o petróleo venezuelano tem também as dissidências com as FARC, isso mesmo, bolivarianos vs bolivarianos, várias vezes o estado burguês venezuelano fez questão de entregar guerrilheiros das FARC ao estado fascista da Colômbia.

Equador: Esse aqui é o que mais tem assunto para comentar, pois, há várias postagens publicadas no blog do Partido Comunista do Equador – Sol Rojo, que segue a correta orientação marxista-leninista-maoísta. Eis alguns trechos de algumas postagens:

“O sustentado discurso revolucionário da burguesia burocrática atrai elementos da esquerda para estabelecer seus blocos de composição social, mas, também busca neutralizar o discurso e intenção revolucionária coerentes, de classe, de tomada de poder em troca de reformas, desenvolve e divulga por todos os meios a possibilidade de uma revolução pacífica onde o fator luta de classes é simplificado à uma mínima expressão: contradição entre muito ricos e muito pobres”.[3]

E um pouco mais à frente:

“Desde logo o projeto Alianza País trata de gerar a idéia de que entre a grande burguesia há elementos positivos, honestos”.

O governo equatoriano questiona o caráter legal das corridas de touro, mas não questiona a base material que sustenta um costume de caráter feudal.
Apesar da reforma agrária, ainda existem os grandes latifundiários. A distribuição de terras fez com que surgissem muitos minifúndios com grande capacidade de gerarem migrantes, desempregados, sub-empregados, etc...
 Outros trechos falam do apoio que o Estado dá às forças de repressão (forças armadas e polícia):

O verdadeiro Correa
“Resulta ridículo escutar a grande burguesia falando sobre a insegurança, a delinqüência e o desate da violência que vive o país na atualidade. Mas não é menos ridículo escutar o regime, também componente dessa grande burguesia desde a perspectiva burocrática de suas pretensões de seguir armando mais e melhor a polícia, incrementando o número de efetivos e dispor das Forças Armadas para que colaborem na luta anti-delinquencial.
Precisamente nestes dias o governo firmará um convênio com o regime chileno para que seja a polícia desse país (carabineros), quem ajude a reestruturar e potenciar com novas unidades a polícia nacional. Aprofunda-se no aspecto repressivo, e como se fosse pouco é uma das polícias mais repressivas, torturadoras e assassinas do continente que vai reestruturar o aparato repressivo no país’’.
Como se não bastasse, mais prisões estão sendo construídas no Equador para abrigar mais e mais e pobres equatorianos, que acabam fazendo parte do lumpesinato. Logo, a polícia é sempre eficiente quando se trata dos pobres.
O governo equatoriano que havia se comprometido em não se meter no conflito colombiano, tem construído mais bases militares como em Lita, ao todo, 19 novas bases militares que prestam serviço ao imperialismo americano com a prisão de integrantes das FARC.
Ainda sobre a luta entre o exército equatoriano e as FARC:
“Em 2010, segundo um informe do Comando Conjunto das Forças Armadas. Foram descobertas 126 bases clandestinas das FARC, especialmente nas províncias de Sucumbíos e Esmeraldas, 61 bases a menos que em 2009. Foram realizadas 12 operações militares, 207 ações táticas, 5687 patrulhamentos, e foram utilizados sete mil soldados em um mês aproximadamente”.
Eis a ala esquerda da direita.

Conclusão

Certamente alguns camaradas vão discordar e talvez até contra argumentar, até aí ok, não se pode agradar a todos, principalmente a pequena e média burguesia. Certamente dirão que são intrigas, que é um meio da direita fazer com que a esquerda se fragmente, mas essas afirmações estão erradas, pois para criar esse texto, não foi usada a intriga, ou fontes vindas da mídia burguesa, mas sim em fatos históricos, em escritos marxistas, e nos artigos publicados pelos camaradas e irmãos do Partido Comunista do Equador-Sol Rojo.
A direita muitas vezes não usa de meios brutos para minar os comunistas, mas meios “macios” como modo de calar os comunistas, frear o a aspiração de poder da classe proletária, falsos elogios, falsas alianças, e até elementos infiltrados.
O presidente Mao estava certo quando dizia que não bastava apenas uma revolução proletária para eliminar a burguesia, mas, eliminar a burguesia infiltrada no partido.
Novamente a pergunta: O que vale mais a pena para a burguesia? Gastar milhões de dólares numa guerra contra o partido comunista, ou colocar no poder um governo “conciliador”, com uma falsa pitada esquerdista, mas que mantém vivo a essência do velho estado capitalista burocrático?

NOTAS:

[1]: Durante o VIº Congresso do Comintern, ocorrido em 1928, Stalin fez algumas afirmações como:“a social-democracia é objetivamente a ala moderada do fascismo”. Em outro texto afirmou: “O fascismo e a social-democrata são, não inimigos, mas gêmeos”.
Nas resoluções do VI Congresso podemos ler: “Segundo as exigências da conjuntura política a burguesia utiliza tanto métodos fascistas como as alianças com a social-democracia, no entanto não é estranho que esta, em particular em momentos críticos para o capitalismo, assuma feições fascistas. No transcurso de sua evolução a social-democracia revela tendências fascistas”.

[2]: Em 1929, em plena época da crise imperialista, a Alemanha passava por um período de recessão. Em Berlim, no dia primeiro de maio daquele ano, durante uma manifestação de trabalhadores sob o comando do Partido Comunista da Alemanha o governo social-democrata do chanceler Hermann Muller além de dizer que “o vermelho é igual marrom”, o chanceler social-democrata botou a polícia para reprimir os manifestantes, esse episódio ficou conhecido como “Maio Sangrento de Berlim”.

[3]: veja mais artigos do PCE-SR em: pukainti.blogspot.com


ELEIÇÃO NÃO! REVOLUÇÃO SIM!

ABAIXO AO OPORTUNISMO, VIVA O MAOÍSMO!

A farsa de Katyn

A morte do presidente da Polônia, Lech Kaczynski, e outras 96 pessoas, num acidente aéreo em 9 de abril, deu aos reacionários de plantão pelo mundo mais um gancho para trazer à tona intrigas e difamações contra a União Soviética e Stalin. Acontece que a comitiva se dirigia a Katyn, localidade próxima de Smolensk, na Rússia, para prestar "homenagens" a supostas vítimas polonesas dos serviços secretos do Exército Vermelho. Imediatamente o monopólio dos meios de comunicação do mundo todo ressuscitou o caso, do qual se falou mais até do que da morte do presidente polonês.

Genocídio nazista é desmascarado. A grande mentira sucumbe aos fatos

Nazistas em Katyn


O massacre de Katyn ficou assim conhecido através de uma intriga nazista que data de 1943, quando acusaram o Exército Vermelho de ter executado com tiros na nuca a cerca de 10 mil poloneses, principalmente militares. Os nazistas anunciaram uma "investigação" no território ocupado por eles, com a ajuda de um governo títere e de uma Cruz Vermelha coagida e enquadrada, para chegarem a conclusão de que não foram eles, e sim os soviéticos que cometeram tal atrocidade.

Para entender Katyn é necessário entender primeiro o papel desempenhado pela Polônia no panorama europeu e o Pacto de Não-Agressão assinado pela URSS e a Alemanha nazista.

A Alemanha, que saiu destroçada da Primeira Guerra Mundial, foi reerguida e rearmada pelos países imperialistas e tinha propósitos expansionistas, principalmente contra a URSS e o socialismo. No entanto, sabia que consolidar uma posição forte na Europa era fundamental e abrir uma guerra com dois fronts seria suicídio.

A URSS, por outro lado, não tinha dúvidas que um ataque nazista a seu território era questão de tempo e por mais que as contradições inter imperialistas estivessem se agravando era ela, a pátria do socialismo, o inimigo jurado de todas as potências imperialistas. Sabia que em caso de agressão nazista deveria contar apenas com suas próprias forças e ter uma estratégia precisa, pois os possíveis aliados esperariam um desgaste das duas partes antes de intervir. Tais suspeitas se confirmaram com a demora da abertura da segunda frente iniciada com o desembarque da Normandia, já no fim da guerra. A URSS Precisava de tempo para se preparar política, econômica e militarmente para o confronto inevitável. Não por acaso a diplomacia revolucionária soviética trabalhou arduamente toda a década de 1930 por um acordo de não-agressão com a Inglaterra, França e inclusive com a Polônia, acordo jamais realizado.

Em 23 de agosto de 1939, o Pacto de Não-Agressão entre a URSS e a Alemanha é assinado e até hoje reacionários e oportunistas de todos os matizes acusam a URSS de ter dado a senha para o início da guerra. O que esquecem de se referir é que teria sido suicídio não se preparar para enfrentar a Alemanha armada até os dentes e que todas as potências imperialistas olharam para o outro lado, tanto no caso da Polônia como da Tchecoslováquia, Bulgária, etc., até que os nazistas desfilaram em Paris. Com o Pacto, a URSS entrou em um esforço monumental em que fábricas foram mudadas de lugar, armas foram aperfeiçoadas e produzidas em massa, estradas abertas e o principal, massas foram preparadas política, ideológica e militarmente para enfrentar o inimigo. O fato é que o Pacto permitiu a preparação e a ordem de resistir até o último homem em Moscou, Leningrado e Stalingrado, sendo essas as duas pedras fundamentais da vitória sobre o nazi-fascismo. Não é de se estranhar que sejam justamente elas que mais queixas e lamúrias levantem da reação.

Neste cenário a Polônia desempenhava papel fundamental: era a única barreira entre a Alemanha e a URSS, Hitler queria ocupá-la prontamente e a necessidade de criar ali a primeira linha de defesa do território soviético também era premente. Ademais, o pacto estabeleceu que a URSS ocuparia apenas o território com maioria da população ucraniana, bielorrussa e russa, que então compunham a união das nações soviéticas.

A guerra se desenvolveu rapidamente e em 1941 parte significativa do território soviético já estava ocupado, incluindo a região de Smolensk, onde se situava Katyn.

Em 11 de abril de 1943, autoridades nazistas começam a difundir a patranha de Katyn. Afirmando que haviam descoberto, dois meses antes, covas coletivas com cerca de 10 mil oficiais poloneses assassinados pelos soviéticos, supostamente em 1940. Surpreende o fato de tal "descoberta" bombástica ter sido feita apenas dois meses após a derrota dos nazistas em Stalingrado e o consequente início da contra-ofensiva soviética.
O que ocorreu

em 1919, no fim da 1ª Guerra Mundial, estabeleceu-se a chamada "Linha Curzon", que delimitava a fronteira entre a Polônia e a jovem pátria proletária. Insatisfeitos, os poloneses se aproveitaram da fragilidade militar dos revolucionários russos e avançaram a oeste da linha, tomando grande extensão do território russo.

Em 17 de janeiro de 1939 a URSS ocupou o território a oeste da Linha Curzon e imediatamente iniciou a distribuição de terras aos camponeses, implementando também outras medidas populares e democráticas. Durante a batalha para retomar estes territórios, 10 mil oficiais e soldados poloneses foram feitos prisioneiros de guerra, sendo utilizados na construção de estradas, etc.

Durante a invasão nazista à URSS em 1941, a Ucrânia foi ocupada muito rapidamente e não houve tempo para a evacuação de todos os prisioneiros, razão pela qual os poloneses se converteram em prisioneiros de guerra alemães.

Eis que em abril de 1943 os alemães anunciam a descoberta das fossas com as vítimas do massacre, atribuindo as mortes aos soviéticos num momento crucial da ofensiva do Exército Vermelho. Não é difícil imaginar o que houve com os prisioneiros poloneses, mas mesmo assim ainda há testemunhos que confirmam a morte dos poloneses pelas mãos dos carrascos hitlerianos.

Maria Alexandrovna Sashneva, professora de uma escola primária local, declarou a uma comissão especial organizada pela União Soviética em setembro de 1943, imediatamente depois de o território ser libertado dos alemães, que em agosto de 1941, dois meses depois da retirada soviética, o que lhe disse um prisioneiro polonês fugitivo. Seu nome era Juseph Lock e relatou dos maus tratos sofridos sob a ocupação alemã:

"Quando os alemães chegaram, se apoderaram do campo de prisioneiros poloneses e estabeleceram um regime estrito. Os alemães não consideravam os poloneses como seres humanos. Os oprimiram e humilharam de todas as maneiras possíveis. Disparavam nos poloneses sem motivo algum. Ele decidiu fugir..."

Outros relatos revelam as pressões sofridas pelas "testemunhas" do massacre.

Parfem Gavrilovich Kisselev, habitante da região de Katyn, foi preso torturado e obrigado a assinar um documento onde dizia ter testemunhado a execução dos poloneses pelos soviéticos. Quando pensava que o pesadelo havia acabado, foi novamente obrigado a testemunhar perante uma comissão polonesa, mas não confirmou a versão nazista e de novo foi preso e surrado, até que repetisse a história ditada pelos carrascos alemães. Muitos confirmaram o depoimento de Kisselev e um exame confirmou as torturas a que foi submetido.

Outros testemunhos dão conta de que seria impossível, no estado que se encontravam os corpos, que os mesmos estivessem enterrados por três anos, como diziam os nazistas. Os cadáveres não estavam decompostos, como seria de se esperar de uma vala comum, mas com partes bastante íntegras e mantinham os membros quando eram puxados para a superfície sem nenhum cuidado.

Por fim, até o próprio Goebbels em mais de uma oportunidade deixaria registrado que tudo não passava de propaganda contra a URSS. Em seu diário, ele escreveu em 18 de maio de 1943: "desgraçadamente a munição alemã foi encontrada em Katyn. É fundamental que este incidente se mantenha em segredo. Se for conhecido pelo inimigo todo o assunto de Katyn terá que ser abandonado."
A correspondência secreta

A campanha difamatória sincronizou a imprensa nazista e a imprensa polonesa colaboracionista e é bastante esclarecedor acompanhar a correspondência entre Stalin e Churchill1 neste período.

Em 21 de abril Stalin escreveu "... A campanha de difamação contra a União Soviética, iniciada pelos fascistas alemães, a respeito do extermínio, por eles, dos oficiais poloneses na zona de Smolensk, em território ocupado pelas tropas alemãs, foi imediatamente acolhida pelo governo do Sr. Sikorski e alçada por todos os meios pela imprensa oficial polonesa. O governo do Sr. Sikorski, não só não fez nada frente a essa calúnia fascista contra a URSS, como nem sequer achou necessário dirigir-se ao governo soviético para pedir explicações ..."

Stalin comenta então que os dois governos, nazista e polonês, chamaram a Cruz Vermelha para participar da investigação, que se viu obrigada a fazê-la em um regime de terror. Comenta ainda que a forma sincronizada como tal campanha foi iniciada indicava a existência de acordo entre os dois governos.

Finaliza a carta afirmando que o governo soviético concluiu pela necessidade de romper relações diplomáticas com o governo polonês no exílio.

Cena do filme Katyn, do polonês Andzej Wajda, que tenta reacender a intriga nazista

No dia 23 Churchill responde "... Nos oporemos energicamente, está claro, a uma ‘investigação' da Cruz Vermelha Internacional ou de qualquer outro organismo em território dominado pelos alemães. Uma investigação deste gênero seria uma enganação e seu veredicto seria obtido por intimidação. Mr. Eden se reunirá hoje com o Sr. Sikorski para pedir-lhe que renuncie a dar apoio moral a uma investigação feita sobre a proteção dos nazistas. ..."

Churchill passa então a falar da "posição difícil" de Sikorski, que se ele fosse substituído poderia ser pior, e a tentar convencer Stalin a não romper relações. Sem dúvida, manter relações com governos reacionários era importante para Churchill e a difamação da URSS em nada lhe atingia, ao contrário. Mas para a URSS, manter relações com o governo reacionário polonês era, no mínimo, admitir a possibilidade de culpa. Assim sendo, em 25 de abril Stalin, em um curto bilhete, agradece o envolvimento de Churchill, mas afirma que já havia tomado as providências para o rompimento.

Nas cartas seguintes, datadas de 25 e 30 de abril, Churchill demonstra seu caráter dúbio. Afirma que existiam diferenças entre as posições polonesas e nazistas, que os poloneses haviam inquirido os soviéticos sobre o assunto e que após enérgica intervenção britânica Sikorski havia se comprometido em não insistir em que a Cruz Vermelha fizesse a investigação. Logicamente tais iniciativas eram apenas de fachada, uma vez que o estrago já estava feito e os nazistas não parariam por causa dos protestos do governo títere da Polônia.

Churchill repassa uma petição do governo polonês para que seja autorizada a saída de poloneses em território russo e iraniano para sua incorporação no exército.

Insiste ainda no problema do rompimento de relações entre a URSS e a Polônia e se compromete a "chamar à ordem e à disciplina" "a imprensa polonesa em Londres, que obviamente também participava da campanha difamatória". Afirma ainda que "... Até agora tem sido uma vitória de Goebbels. Este se inclina atualmente com o maior zelo à idéia de que a URSS organizará um governo polonês em território russo e só negociará com ele. Nós, naturalmente, não poderíamos reconhecê-lo e seguiríamos mantendo relações com Sikorski ..."

Stalin responde em 4 de maio afirmando que até a data da carta a campanha difamatória não havia encontrado resistência em Londres, que julgava desnecessário desmentir a articulação de um governo polonês em território russo e que o governo soviético nunca havia imposto obstáculos à saída de soldados poloneses da URSS.

O fato é que ao desfraldar a patranha de Katyn, Hitler prestava um grande serviço a seus colegas imperialistas. Tentava vender a imagem de que os comunistas eram tão ruins como os nazistas. De fato, após a aniquilação do nazismo pelo Exército Vermelho, Katyn vem sendo usada para difamar o socialismo e tentar diminuir a importância da URSS na guerra.

Não por acaso, em 2009 estreou o filme Katyn, do polonês Andrzej Wajda, requentando a intriga nazista. Porém, apesar de filmes sobre a Segunda Guerra terem rendido muita bilheteria para Hollywood, quer enaltecendo a invasão da Normandia, quer tentando "queimar o filme" da URSS, o papel destacado do povo dos sovietes liderados pelo Marechal Stalin é indelével. Seguirá sempre nas mentes e nos corações dos povos como a lição de bravura e desprendimento de um povo para derrotar a besta mais reacionária que já surgiu.